As distribuidoras estão proibidas de importar querosene de aviação C (QAV-C). A decisão é da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O veto à aquisição de querosene de aviação está em resoluções da ANP publicadas na edição desta segunda-feira (08/04) do Diário Oficial da União (DOU). 

Mas por que a ANP vedou a importação de QAV-C?

A proibição integra revisão do marco regulatório e, segundo comunicado da ANP, “faz parte do trabalho [da Agência] de aprimorar a qualidade dos combustíveis comercializados em todo território nacional”. 

Essa proibição, emenda a ANP, “inclui os biocombustíveis, que terão papel chave no alcance das metas de redução de emissões e para o desenvolvimento ambiental, econômico e social.”

O veto à importação, assim como a atualização das definições de querosene de aviação C (QAV-C) e de querosene de aviação alternativo, estão nas alterações das resoluções ANP 17/2006 e 18/2006.

Para que serve a QAV-C

O querosene de aviação C, segundo a ANP, é combustível destinado exclusivamente ao consumo em turbinas de aeronaves, composto de um único tipo de querosene de aviação alternativo misturado ao tradicional querosene de aviação (QAV-1), também conhecido como Jet-A1 e é derivado de petróleo obtido por processo de refino como o fracionamento por destilação atmosférica.

O tipo alternativo de querosene também é chamado de bioquerosene, feito a partir do etanol. 

Fontes ligadas ao assunto relataram ao Energia que Fala com Você que a medida da ANP em vedar a importação tem por objetivo incentivar a produção brasileira de bioquerosene. 

Esse tipo de querosene alternativo integrará a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), prevista para entrar em vigor a partir de janeiro de 2020 e que contempla os combustíveis renováveis para que os transportes emitam menos gases poluentes em relação aos combustíveis fósseis.