Energias renováveis sinalizam avanço na matriz energética

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As energias renováveis despontam na matriz energética brasileira como um bem-sucedido caminho sem volta.

Se o cronograma seguir como previsto, a partir de janeiro de 2020 o País terá na prática a Política Nacional de Biocombustíveis, conhecida por RenovaBio.

Essa Política, que integra lei de Estado, reconhece biocombustíveis como biodiesel, etanol, biometano e bioquerosene como redutores na emissão de gases poluentes e incentiva o uso deles nos meios de transporte.

Como forma de ampliar esse incentivo, distribuidoras de combustíveis terão de comprar títulos equivalentes ao volume do poluente dióxido de carbono (CO2) produzidos pelos combustíveis fósseis por elas comercializados.

Ou seja, se quiserem pagar menos para vender fósseis como diesel e gasolina, as distribuidoras terão de vender mais combustíveis renováveis.

O RenovaBio incentiva os renováveis, que são produzidos no Brasil, ao mesmo tempo em que reduz as importações de fósseis, já que o País não é autossuficiente em diesel e em gasolina.

Iniciativas regionais

Em que pese a abrangência do RenovaBio no território nacional, o País assiste também a iniciativas regionais com tendência de gerarem grandes impactos favoráveis ao meio ambiente e à economia.

Brasília é sede de uma dessas iniciativas.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em 17 de dezembro último o Projeto de Lei 2112/18.

Esse Projeto institui diretrizes para a Política Distrital de incentivo à geração e aproveitamento da energia solar eólica, de biomassa e a cogeração (produção de energia elétrica a partir, por exemplo, do bagaço e da palha da cana-de-açúcar).

A gestão das diretrizes e de pesquisas oriundas de fontes renováveis será por meio da Fundação de Apoio do Distrito Federal.

De autoria do presidente do Legislativo brasiliense, Joe Valle, o Projeto teve apoio de pesquisadores em sua elaboração.

Na verdade, o Projeto nasceu de uma articulação do Grupo de Políticas Públicas da Embrapa Agroenergia, com sede em Brasília.

“Esta é uma das ações buscando fortalecer a ponte entre a pesquisa e as políticas públicas de modo a potencializar o desenvolvimento do país em benefício da sociedade”, disse, em relato para a imprensa, Bruno Laviola, pesquisador e coordenador do grupo da Embrapa Agroenergia.