Oportunidades em Novas Fronteiras Exploratórias

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Fonte: Banco de imagens

Nos últimos anos o mercado offshore brasileiro recebeu notícias positivas com bastante constância, principalmente através dos leilões de novas áreas disponibilizadas pela ANP, atraindo um número elevado de grandes empresas petrolíferas nacionais e internacionais.

Entretanto, além dessas novas áreas e de futuras que virão, espera-se ansiosamente que entrem em fase de exploração rapidamente, pois há novas fronteiras exploratórias próximas ao mercado fornecedor brasileiro de bens e serviços ligados ao apoio à atividade de exploração e produção offshore de petróleo.

Nos últimos meses, notícias positivas surgiram para mostrar que as empresas brasileiras devem se preparar e aproveitar não somente as novas oportunidades no país (Bacia de Sergipe-Alagoas, pré-sal e atividades recuperação dos campos maduros na Bacia de Campos), mas também as que estão surgindo nos países vizinhos, principalmente na Guiana e na Argentina.

As atividades na Guiana estão mais avançadas através do desenvolvimento do projeto de Liza. Desde quando começou a operar no país, a ExxonMobil aumentou para 4 bilhões de barris de boe em recursos recuperáveis para o bloco Stabroek. Sendo que em 2018, adicionou aproximadamente 1,3 bilhão de boe de reservas provadas em projetos neste país e no Brasil. Para 2022 prevê-se a instalação de um FPSO de 220 mil barris/dia e as estimativas indicam que as descobertas neste bloco possam produzir até 750 mil barris dia em 2025. Nesse momento a ExxonMobil é operadora do bloco com 45%, tendo a Hess (30%) e a CNOOC Nexex (25%) como sócias.

Na vizinha Argentina todos conhecem o potencial das áreas não convencionais, principalmente em Vaca Muerta. Porém, o governo argentino realizou um leilão recente de 38 áreas offshore nas bacias de Austral Norte, Oeste de Malvinas e Argentina Norte, sendo que 18 foram arrematadas com bônus de US$ 995 milhões. Este leilão atraiu os principais players internacionais, tais como: Mitsui, BP, ENI, Tullow, QPI, Equinor, ExxonMobil, Total, YPF, Shell, Pluspetrol, Tecpetrol e Winteershall. Sendo que possuem atuação no Brasil a Equinor, BP, ExxonMobil, Total, Shell, o que pode facilitar a entrada de fornecedores brasileiros neste mercado, pois alguns deste já atuam com estas petroleiras.

Internamente, a bacia de Sergipe-Alagoas é apontada como uma província petrolífera promissora para o futuro próximo. Esse mês a Petrobras encontrou novos indícios de hidrocarbonetos. A importância dessa descoberta representou a retomada das atividades exploratórias que estavam há 3 anos sem campanhas exploratórias da companhia.

As empresas fornecedoras brasileiras devem acompanhar as atividades e os projetos dessas regiões para buscar suprir com bens e serviços essas regiões, pois é uma chance de diversificar a carteira de clientes, o portfólio, realizar parcerias com empresas estrangeiras e ganhar know how com a exportação de bens e serviços e, principalmente, diminuir à exposição a oscilação do mercado nacional e a dependência dos investimentos da Petrobras.

Este é um conteúdo proprietário da Reed Exhibitions Alcântara Machado, produzido por Glauco Nader – Sócio-Diretor da Dinamus Consultoria.