Industria nacional, revolucionar para sobreviver

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Os hábitos de consumo da sociedade se transformam, os ciclos de vida dos produtos estão cada vez mais curtos e necessidades de consumo que antes não existiam ou que eram seletivas se popularizam. Essas demandas da sociedade exigem um processo produtivo mais flexível, capaz de se adaptar às frequentes mudanças, customizações dos produtos, eliminação de desperdícios, competitividade e segurança.

Esses desafios impõem à indústria a necessidade de automatização e cada vez maior flexibilização de seus processos. Estão alinhados, portanto, com a revolução pela qual está passando a indústria rumo à chamada indústria 4.0.

A nova revolução industrial tem como principais características o aumento da automação, a digitalização e a integração de sistemas. Nesse contexto, um dos principais pilares é a robótica colaborativa. Os robôs já existem há décadas na indústria, muitas  vezes para lidar com tarefas repetitivas e não seguras, mas os robôs estão evoluindo para uma utilidade ainda maior: agora eles estão se tornando mais autônomos, flexíveis e cooperativos.

Os robôs da atual geração podem interagir uns com os outros e podem trabalhar em segurança e harmonia com humanos. Além disso, possuem uma maior variedade de capacidades, conectividade e flexibilidade.

Os robôs colaborativos, também conhecidos como cobots, podem ser encontrados no mercado principalmente em modelos baseados em braços articulados e móveis sobre rodas. Além de trabalharem lado a lado com os seres humanos, esses robôs possuem programação rápida e intuitiva, o que diminui drasticamente seus custos de implementação. Eles podem ser aplicados em movimentações de materiais, montagens, inspeções, processo de  embalagem, entre outros.

A demanda por robôs colaborativos tem aumentado exponencialmente globalmente. Para se ter uma ideia, estima-se que ao mercado de cobots irá aumentar três vezes nos próximos três anos. No Brasil, não será diferente: após anos de queda na produção, a indústria nacional se prepara para uma tendência de aumento da produção nos próximos anos e maior abertura econômica no país.

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam que a utilização da capacidade instalada na indústria brasileira em 2018 foi de 77,5%, resultado 0,2% superior a 2017 e com perspectivas de maior utilização da capacidade em 2019. Outro indicador importante fornecido pela CNI é o aumento de faturamento da indústria, que cresceu 4,1% em comparação com o ano anterior. Estes indicadores são importantes pois parte dos investimentos para adequação a indústria 4.0 estão relacionados justamente à necessidade de aumento da capacidade instalada.

Além disso, em um ambiente global de negócios é fundamental que a indústria nacional se modernize e invista em automação. Neste contexto, a quarta revolução industrial não é uma efemeridade e sim uma questão de sobrevivência.