Workshop gratuito tira dúvidas sobre o RenovaBio

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A pouco mais de seis meses de entrar em vigor, a Política Nacional de Biocombustíveis, conhecida por RenovaBio, ainda gera muitas dúvidas. 

Criado por lei federal em 26 de dezembro de 2017, o RenovaBio cria política de Estado que reconhece as externalidades ambientais dos biocombustíveis. 

Essa lei precisa entrar em vigor dois anos depois de ter sido aprovada (tornou-se lei em 26/12/2017) e, entre suas implementações, estão a de estimular a produção e consumo de biocombustíveis como etanol, biodiesel, biometano (similar ao gás natural) e bioquerosene de aviação. 

Créditos

Esse estímulo virá por meio de Créditos de Descarbonização por Biocombustíveis, conhecidos no meio como CBios. 

Tais créditos serão concedidos para unidades produtoras (usinas e destilarias, no caso do etanol) devidamente certificadas. 

Elas terão direito a vender os CBios conforme a eficiência do chamado ciclo de vida do biocombustível. 

Ou seja, uma unidade produtora super-eficiente poderá emitir um CBio a cada volume produzido, enquanto uma menos eficiente terá de produzir mais para ter direito a vender o mesmo certificado. 

Não há ainda um valor definido pelo CBio, mas estima-se que ele valha US$ 10 mil. 

Compradores

E quem comprará esses CBios? 

Conforme a lei do RenovaBio, quem terá obrigação de adquirir os certificados serão as distribuidoras de combustíveis.

Essas terão de mensurar do histórico de vendas do ano anterior o quanto venderam de combustíveis fósseis (gasolina e óleo diesel) e subtrair a venda de etanol (hidratado e o anidro, misturado em 27% à gasolina).

A diferença, transformada em toneladas de CO2 equivalente, representará o quanto elas terão de comprar de CBios para ‘quitar’ o passivo. 

Metas

Entre este fim de maio e junho, o RenovaBio passa justamente pela fase de implantação das metas obrigatórias das distribuidoras. Essa definição está em tratativas na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que coordena o processo. 

Diante o cenário um tanto confuso mesmo para profissionais do setor sucroenergético, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) escolheu Sertãozinho, capital dos fornecedores de bens e serviços para o setor – e sede da maior feira do segmento, a Fenasucro & Agrocana – para sediar workshop e tirar as dúvidas sobre a Política Nacional dos Biocombustíveis. 

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do seguinte endereço eletrônico: https://lnkd.in/dgFdURx

Confira a programação em: https://bit.ly/2QeuMEX