A maré virou no maior produtor global de açúcar. Há apenas três meses, praticamente todas as tradings reunidas em Dubai previam que o Brasil voltaria a produzir mais açúcar, mantendo os preços sob pressão. Mas, desde então, a valorização das cotações de petróleo e demanda recorde de etanol indicam que mais cana-de-açúcar está sendo usada para processar o biocombustível.

As tradings pensavam que as usinas brasileiras haviam produzido o máximo de etanol possível no ano passado, mas investimentos recentes e ajustes operacionais feitos por empresas como Biosev, unidade da Louis Dreyfus, e Adecoagro abrem caminho para um volume ainda maior de etanol na principal região produtora do país.

“Há uma certa mudança no consenso”, disse John Stansfield, analista veterano do Sopex Group, em entrevista este mês durante a Semana do Açúcar em Nova York, outro encontro de tradings. “Está se tornando evidente que a forte demanda por etanol no Brasil vai manter a paridade a favor do etanol”.

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