Petrobras muda política de reajustes de preços de combustíveis

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Desde esta quinta-feira (13/06) a Petrobras colocou em prática nova política de reajustes de combustíveis comercializados em suas refinarias. A partir de agora, mudanças nos valores ocorrerão sem periodicidade definida. Até então, elas ocorriam oficialmente a cada 15 dias. 

Com a decisão, a empresa pretende competir de maneira mais eficiente e flexível, de acordo com as condições de mercado e da análise do ambiente externo. 

A nova política já permitiu, por exemplo, com que os preços do óleo diesel nas refinarias fossem reduzidos em 4,6% nessa quinta-feira (13/06).

No curto prazo, a tendência é de que o preço do diesel caia ainda mais por conta das variações para baixo dos preços internacionais do petróleo registradas nos últimos dias. 

Princípios inalterados

O fim de periodicidade, que foi aprovado pela diretoria executiva da Petrobras, não elimina, no entanto, os princípios da política de preços da empresa. 

Esses princípios, segundo a companhia, balizam a prática de preços competitivos, como preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, nível de participação no mercado e mecanismos de proteção via derivativos. 

Cotação em queda do petróleo permite redução de preços

Especialistas e representantes de entidades de P&O ouvidos pelo “Energia que Fala com Você” aprovam a nova política de preços da Petrobras.

“Como estamos com quedas de preços do petróleo e do dólar frente ao real, é bom para a sociedade, que irá usufruir desta redução de preços refletida nos derivados”, afirma Marcelo Gauto, especialista em P&O. 

“A maior periodicidade só faz algum sentido quando o viés é de alta, mas, de modo geral, preços livres favorecem a possível venda das refinarias”, relata. 

Volatilidade

“A volatilidade dos preços deve ser afetada diretamente pelo câmbio e pelos valores das commodities”, destaca Cláudio Makarovsky, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro).

Ele reforça ser contra o monopólio do setor ‘de fato ou de direito.”

“Sou a favor do livre mercado e da competição plena”, emenda.