Leilão de energia elétrica terá 25 usinas de biomassa

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A biomassa entra firme no próximo leilão de compra de energia elétrica. Previsto para 17 de outubro próximo, o evento terá 25 empreendimentos de geração de energia a partir de biomassa.

O número supera em 6 o total de geradoras de biomassa registradas no leilão anterior, realizado em junho.

O que chama a atenção, no entanto, é o montante de eletricidade oferecida pela fonte biomassa. No leilão de junho, a oferta foi de 1.039 megawatts (MW).

Dessa vez, as usinas a biomassa oferecem 1.360 MW.

O volume ofertado representa 1,35% dos totais 100.834 MW dos projetos cadastrados.

Promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o leilão é chamado tecnicamente de LEN (Leilão de Energia Nova) A-6 de 2019.

O evento é exclusivo para empreendimentos novos e a entrega da energia começa dentro de seis anos.

Comparativo

Na comparação com outras fontes, a biomassa fica em quinto lugar no ranking de número de projetos inscritos.

O primeiro lugar é da fonte eólica, com 845 projetos e uma oferta de 25.158 MW.

Já em segundo lugar vem a fonte fotovoltaica, com 825 projetos e uma oferta de 29.780 MW.

O terceiro lugar do ranking é ocupado pelas pequenas centrais hidrelétricas (PCH): 59 e 939 MW.

As termelétricas movidas a gás natural vêm em quarto: 52 projetos cadastrados e uma oferta de 41.718 MW.

Atenção

As geradoras eólicas e fotovoltaicas geralmente lideram os rankings dos recentes leilões promovidos pelo governo federal.

Mas, segundo agentes de mercado ouvidos pelo ‘Energia que Fala com Você’, as termelétricas a biomassa chamam a atenção pelo incremento na oferta e porque são a quarta maior fonte renovável inscrita no evento.

As demais fontes renováveis para geração elétrica são justamente a eólica, a fotovoltaica e a hidrelétrica, por meio das PCHs.

A biomassa integra fontes como cavaco de madeira, palha de arroz, bagaço e palha de cana-de-açúcar. “Mas a maioria dessas fontes é de biomassa da cana”, afirma Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Dispensa de reapresentação

Do total de projetos cadastrados, 74,7% optaram por aproveitar o cadastramento já realizado no leilão anterior, o A-4.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, essa possibilidade é permitida por meio de portaria da própria Pasta.

“Esses projetos foram dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidas inalteradas suas características técnicas em relação aos projetos cadastrados no Leilão A-4”, destaca a EPE.

Esse procedimento traz otimização ao processo de análise técnica, diminuindo a necessidade de retrabalho e aumentando sua eficiência, tanto para os empreendedores quanto para a EPE, permitindo um cronograma mais enxuto para o leilão.

Resumo dos empreendimentos cadastrados:

Fonte: EPE

Empreendimentos cadastros por Estado e por fonte: