Energia da biomassa valoriza e já vale 49% mais

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A venda de energia elétrica a partir da biomassa volta a ter boa remuneração. Depois de passar os meses de maio e junho em baixa, o valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) passou a registrar altas seguidas.

Empregado na venda de energia no mercado spot, o indicador PLD tem cotação semanal e entre os dias 20 a 26 de julho vale R$ 186,18. O montante corresponde à venda de um megawatt-hora (MWh).

Em termos comparativos, o valor atual é 6% acima do PLD da semana anterior, que valia R$ 175,04.

Já na média, o PLD de 20 a 26/07 subiu 49% ante os médios R$ 124,92 pelo MWh de período semelhantes de junho (dias 22 a 28).

Outra informação de destaque para o valor médio do PLD é que ele já supera o teto projetado para todo 2019.

Conforme estimativa da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apresentada em junho, esse teto para 2019 ficaria em R$ 172,68 o MWh na região Sudeste-Centro/Oeste. Essa região abriga a maioria das termelétricas movidas a biomassa.

Como está em R$ 186,18, o PLD atual supera o teto em 8%.

Ganho

Diante a situação, as termelétricas movidas a biomassa que vendem no spot (mercado livre) registram boa remuneração. Isso porque os ganhos chegam quando o MWh feito de biomassa é vendido acima de R$ 140.

Segundo apurado pelo “Energia Que Fala Com Você”, os R$ 140 representam os custos de uma térmica com produção, geração e distribuição da eletricidade.

Se uma térmica vendeu no spot com o atual PLD, registrou ganho de R$ 46,18, ou 33%

Por que o PLD voltou a subir de preço?

Em resumo, o indicador retomou valorização em razão de um motivo: a menor presença de água nos reservatórios das hidrelétricas.

A geração hidrelétrica responde por mais de 70% da oferta de eletricidade no País e menor afluência nos reservatórios reduz a produção.

A estiagem não é novidade nesse período de inverno, embora há registro de chuvas ‘fora de época’ em estados com hidrelétricas, caso de Pernambuco.

Para julho, por exemplo, era esperada uma média de 85% de afluências pela região Sudeste.  Mas a CCEE estima que no geral não passará de 77%.