Leilão de energia A-4 terá participação de 21 termelétricas movidas a biomassa

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Delcy Mac Cruz

Vinte e uma geradoras de energia elétrica a partir da biomassa participam de leilão de compra de eletricidade a ser realizado pelo Governo Federal em 28 de maio próximo.

A cana-de-açúcar predomina como fonte de biomassa das geradoras, ou térmicas, como são chamadas no jargão técnico.

O Leilão A-4 2020 é realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e prevê a entrega de eletricidade pelos vencedores dentro de quatro anos, ou seja, a partir de 2024.

Trata-se de leilão de energia nova, quando a geração precisa ser realizada a partir de empreendimento a ser implantado.

No caso da fonte biomassa, esse empreendimento é uma termelétrica geralmente anexa a uma unidade produtora de açúcar e de etanol, com oferta garantida de bagaço de cana, que é a matéria-prima para produzir a eletricidade.

Quem participa

Além da fonte biomassa, também participam geradores das fontes hidrelétrica (usinas, centrais geradoras e pequenas centrais), fotovoltaica e eólica.

Segundo balanço da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do MME, responsável pela gestão do A-4, estão inscritos 1.528 empreendimentos, com capacidade de 51.438 megawatts (MW).

Para se ter ideia da importância desses 51.438 MW, eles representam 30% de toda a capacidade instalada.

Em recente divulgação, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) destaca que a capacidade instalada no País é de 170.071 MW.

É preciso lembrar que o A-4 é um leilão, o que não garante 100% da venda da eletricidade ofertada.

Onde ficam os projetos de biomassa

Dos 21 projetos de biomassa inscritos no leilão de maio, a maioria deles está no estado de São Paulo, que concentra unidades sucroenergéticas.

Oito dos projetos inscritos são paulistas, o que significa 31% do total.

Mato Grosso do Sul vem em segundo lugar, com 5 projetos de biomassa inscritos.

Já Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná têm, cada um, 2 projetos inscritos

Que lidera o ranking

A fonte fotovoltaica lidera o ‘ranking’ de empreendimentos inscritos no Leilão, com 794 e uma oferta de 28.667 MW.

A fonte eólica vem em segundo lugar, com 659 projetos e oferta de 20.825 MW.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) vêm em terceiro, com 39 projetos e oferta de 591 MW.

Já as térmicas à biomassa ocupam a quarta posição. Mas os 21 projetos oferecem 1.145 MW, ou 52% acima da oferta garantida pelas PCHs.

As Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), com 11 projetos e 33 MW, e as hidrelétricas (4 projetos e 177 MW) concluem a lista de empreendimentos inscritos.

Resumo dos empreendimentos inscritos:

Fonte: EPE

Prazo do contrato

Conforme o prazo contratual, as geradoras vencedoras irão entregar eletricidade por 30 anos, como é o caso das geradoras hidrelétricas, e por 20 anos, prazo válido para as demais fontes.

Por meio da Portaria 455, a Aneel detalha como funcionará o Leilão A-4. Clique aqui para acessar a Portaria.

Um dos critérios do evento é que ele aceitou a inscrição de projetos participantes de leilões anteriores e que não foram vencedores.

A medida simplifica a burocracia do processo de inscrição, embora o projeto esteja sujeito a impedimentos e sob avaliação dos gestores do A-4.

Segundo a EPE, dos 1.528 projetos inscritos 62,2% deles optaram por empregar o cadastramento de leilões de energia nova realizados em 2019.