Tecnologia 5G deverá ser oferecida no Brasil em 2021

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A tecnologia 5G começa a desembarcar no Brasil.

Na quinta-feira (06/02), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o pontapé para a entrada em cena da quinta geração.

Nesse dia, o Conselho Diretor da Agência aprovou a proposta de Edital de Licitação das faixas de radiofrequências que permitirão a implementação da tecnologia.

Com isso, já é possível estimar que a 5G deverá ser oferecida em 2021. Mas antes disso há um rito a ser seguido.

Os próximos passos integram Consulta Pública da proposta aprovada para contribuições da sociedade. Essa Consulta ficará aberta por 45 dias.

As contribuições poderão ser feitas através de link no site da Anatel e em audiência pública física em Brasília em data a ser definida.

Faixas contempladas

A proposta aprovada leva em conta as faixas de 700MHz, 2.3GHz, 3.5GHz e 26GHz.

Mas o destaque é a faixa 3.5GHz, segundo a Agência Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Em ofício de contribuições enviado em dezembro passado a Leonardo Euler de Morais, presidente da Anatel, a entidade destaca em especial a faixa de 3.5GHz.

“Deverá ser de suma importância na introdução da tecnologia no país, representando uma evolução disruptiva da conectividade, que, por sua vez, tem papel fundamental no desenvolvimento econômico, atração de investimentos e aumento da competividade do país”, relata Humberto Barbato, presidente executivo da Abinee.

Uma das propostas da Abinee foi contemplada: a de que a banda 3.5GHz cresça em 100MHz.

Essa ampliação permitirá que a faixa disponível vá 3.3GHz até 3.7GHz, somando, portanto, 400MHz.

Trata-se, segundo o ofício da Abinee, de aumento expressivo de 33% na banda total nessa faixa que é essencial para a introdução da 5G. Assim, com mais espectro é possível o uso de canais de até 100MHz por operadora, com o melhor aproveitamento do espectro e máxima performance da tecnologia.

Máxima performance da tecnologia é o que a indústria, e demais futuros consumidores da 5G, mais querem.

Afinal, de que adianta investir em ferramentas tecnológicas em favor do parque industrial se a conectividade delas depende de eficácia tecnológica das operadoras?

Data do leilão

Será preciso esperar, mas não muito mais. A Anatel prevê que o leilão ocorra ainda em 2020, provavelmente em novembro. E, conforme a instituição, o início da oferta da tecnologia deve começar poucos meses depois da assinatura das concessões no leilão, ou seja, em 2021.

Em entrevista nesta sexta-feira (07/02), Leonardo de Morais, presidente da Anatel, disse que o objetivo é que o edital do 5G tenha menos arrecadação para a União e mais obrigações de investimentos.

A estimativa é de que a tecnologia 5G gere R$ 20 bilhões entre investimentos e pagamento de outorgas.