Usinas eólicas avançam pelo mar

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A geração de energia eólica avança também no mar. Denominadas Complexos Eólicos Marítimos (CEMs), essas usinas sinalizam os próximos investimentos do setor de energia eólica.

Seis empreendimentos do tipo estão em fase de processo de licenciamento ambiental abertos no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Também denominadas Complexos Eólicos Offshore (CEOs), todas estão em fase de licenciamento prévio.

O avanço desse segmento, no entanto, serviu para o Ibama estruturar Estudos de Impacto Ambiental específicos.

Até dia 20 de abril próximo, a instituição recebe contribuições em Consulta Pública criada para publicar Termo de Referência (TR), modelo que oriente a elaboração dos Estudos de Impacto.

Clique aqui para ler mais sobre a Consulta Pública.

Novo modelo

Com a iniciativa, o Ibama está em sintonia com o novo modelo de geração de energia sobre o mar.

O interesse pelas eólicas offshore ganhou, também, estudo específico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia (MME).

Um dos resultados do estudo aponta que o potencial técnico de geração de energia eólica do Brasil no mar é de 700 gigawatts (GW).

Para efeitos de comparação, os 700 GW superam em 2.400% os 17 GW que os parques eólicos deverão produzir em 2020.

A informação é do Operador Nacional do Sistema (ONS), para quem as eólicas chegarão a 16.807 MW, ou arredondados 17 GW, nesse ano.

Por sua vez, esse montante representará 10,1% da energia injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Produção de energia eólica projetada:

Fonte: ONS

Opção cada vez mais viável

No trabalho, a EPE destaca que, ao redor do mundo, a energia eólica offshore tem se mostrado uma opção cada vez mais viável para geração de energia renovável.

Essa é impulsionada por políticas energéticas de apoio, em resposta a preocupações ambientais, e por avanços tecnológicos desenvolvidos por cadeias de suprimentos amadurecidas em locais com grande quantidade de projetos de implantados.

Segundo a EPE, do total de instalações offshore no mundo, Reino Unido, Alemanha e China concentram mais de 90% dos 23,1 GW instalados.

Em 2018, um total de 4,5 GW foi instalado, sendo que, pela primeira vez, a China foi responsável pela maior parte dos projetos.

Agora o Brasil entra firme nesse segmento para disputar seu lugar no cenário mundial dessa geração renovável de energia.

O avanço dos parques eólicos offshore no mundo
(evolução nos últimos quatro anos)

Fonte: EPE