Cronograma de implantação da tecnologia 5G segue sem atrasos

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A chegada da tecnologia 5G ao Brasil segue o cronograma previsto.

Sucessor do 4G, esse novo padrão de conexão é aguardado por ansiedade também pela indústria nacional porque proporcionará serviços avançados de banda larga móvel, com taxas de dados mais altas, menor latência (resposta de conexão) e mais capacidade.

Ou seja, possibilitará enorme potencial para novos serviços sem fio de valor agregado.

“O 5G será um componente chave para o aumento da troca desembaraçada de dados entre máquinas, instalações, humanos e robôs, o que permitirá o desenvolvimento de uma logística inteligente, produção conectada de sistemas cyber-físicos e de comunicação máquina a máquina”, destaca o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em documento divulgado em 2019.

Audiência pública recebe comentários

O bom é que o novo padrão está mesmo desembarcando no Brasil. E o cronograma de implantação ocorre sem postergações que possam afetar atrasos.

É preciso lembrar de uma interrupção por conta da covid-19. É a etapa de testes de campo no âmbito de estudos complementares conduzido pelo Comitê de Uso do Espectro e de Órbita da Anatel (CEO).

Em razão das medidas sanitárias adotadas no combate à disseminação do novo coronavírus, essa etapa foi prorrogada sem data para ser retomada

Em relato, Leonardo Euler de Morais, presidente do CEO, destaca que a interrupção dos testes não implica na completa paralisação de todas as atividades relacionadas ao tema.

Por sua vez, o cronograma segue sem atrasos em importantes ações.
Segue aberta, por exemplo, a audiência pública da Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel.

Trata-se de espaço no site da Agência que recebe contribuições ao edital de licitação das faixas de frequência para a oferta de serviços móveis baseados em 5G.

Qualquer cidadão pode participar da audiência, que mantém o prazo de recebimento de comentários até o dia 17 de abril.

Clique aqui para saber mais sobre a audiência pública.

Sem conflitos com parabólicas

O edital é de vital importância para o leilão de escolha da tecnologia 5G a ser implantada no Brasil.

Esse leilão já foi prometido por autoridades públicas no fim de 2020.

Até lá, o cronograma segue com a audiência pública e ações recentemente empreendidas.

Uma delas diz respeito a portaria publicada em fevereiro pelo MCTIC que estabelece as diretrizes para o leilão.

Em síntese, essa portaria dá partida a todo o processo de implantação da tecnologia 5G.

Entre outras, o documento traz uma série de medidas e orientações para a licitação nas faixas de frequência que será realizada pela Anatel.

Além disso, define critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais através de antenas parabólicas na Banda C satelital, adjacente à faixa de 3,5 GHz.

Essa é uma das quatro faixas de radiofrequências destinadas à 5G.

E, com a portaria, o MCTIC quer resolver um eventual conflito entre usuários que usam parabólicas e a tecnologia 5G.

Segurança cibernética

O cronograma de implantação registrou ação mais recente, em 26 de março.

É a Instrução Normativa número 4, do Ministério de Segurança Institucional.

Em resumo, o documento trata dos requisitos mínimos de segurança cibernética que deverão ser adotados no estabelecimento das redes de 5G.

A Instrução é endereçada aos órgãos e entidades da administração pública federal encarregados da implementação da tecnologia.

Contempla, também, a rede de ‘atores’ do universo: fabricantes de equipamentos, prestadores, provedores ou operadores de serviços de telecomunicações que forneçam o serviço mediante concessão, permissão ou autorização por parte do Governo.

A Instrução, a portaria do Ministério de Ciência e Tecnologia e a audiência pública da Anatel comprovam a sequência regular do cronograma de implantação da 5G.

Mas é preciso atentar que mesmo com a realização do leilão, e que seja definida a tecnologia a ser implantada no Brasil, a entrada em vigor da sucessora do padrão 4G virá em 2021.

Segundo conteúdo de Jonas Vicente divulgado em 30 de março pela Agência Brasil, após a realização do certame as empresas terão as faixas de frequência para explorar serviços baseados na tecnologia.

Por fim, caberá a elas fazer o lançamento desses serviços.