Furnas planeja novos investimentos em geração distribuída

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Com 21 usinas hidrelétricas em seu parque gerador, a gigante Furnas estreia na geração distribuída (GD). A entrada da empresa no segmento ocorre com a implantação de três usinas fotovoltaicas. Vizinhas do Complexo Hidrelétrico de Anta e Simplício, ficam localizadas no rio Paraíba do Sul, na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Em relato para o Energia Que Fala Com Você, a assessoria de Furnas destaca que as três usinas de energia solar foram energizadas em maio último. Elas possuem potência total de 3,6 mil watts-pico (MWp), suficientes para suprir a 3,6 mil residências. Os investimentos nas usinas solares foram de R$ 11,2 milhões, informa Furnas.

A estreia de Furnas na GD é por meio da modalidade de autoconsumo remoto. Assim, a empresa espera reduzir em 40% os gastos anuais com a energia elétrica que consome no estado do Rio de Janeiro.

Novos investimentos em geração distribuída

Empresa de economia mista com 63 anos, Furnas é controlada pela Eletrobras. Por sua vez, o cenário adverso diante da pandemia do novo coronavírus não freou novos investimentos pela empresa em geração solar fotovoltaica.

Por exemplo: até no fim deste ano pretende inaugurar mais duas usinas solares. Nas cidades de Itumbiara (GO) e Campos (RJ), serão investidos R$ 4,8 milhões.

Além disso, a empresa destaca estar em estudos e medições em áreas vizinhas às usinas de Batalha (MG/GO), Estreito (MG/SP), Marimbondo (MG/SP) e Corumbá I (GO). Nessas, o potencial é estimado em 180 MWp.

Dessa forma, com os investimentos, Furnas irá explorar a potencialidade das áreas adjacentes e espelhos dos reservatórios das hidrelétricas. Com a implementação de parques solares, o objetivo é compensar toda a energia consumida por Furnas em suas instalações.

Mas não é só isso: a energia solar também será colocada a venda, não só no ambiente regulado, mas também no mercado livre. “Além de não afetar o meio ambiente e aproveitar a absorção de calor no espelho d’água no caso das flutuantes, a geração solar complementar, quando instalada em locais próximos às usinas existentes, aproveita a estrutura de transmissão já em operação, reduzindo custos”, relata a empresa.