Conectividade e inovações focam campo e indústria
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Iniciativas como ConectarAGRO e CANATHON introduzem tecnologias também focadas no setor sucroenergético. Conectividade e inovações são temas focos para o campo e a indústria.

Nos últimos anos diversas iniciativas de inovações tecnológicas têm surgido com foco no setor sucroenergético. Por sua vez, duas delas estão entre os destaques: o programa ConectarAGRO e a maratona de programação (hackaton) CANATHON

Em primeiro lugar, o objetivo do ConectarAGRO é um só: usar tecnologia aberta, acessível e simples, que conecta pessoas e máquinas e que atenda às aplicações no campo da melhor maneira possível. 

Com isso, a iniciativa promoveu conectividade via banda larga 4G de 700 MHz para mais de 5,1 milhões de hectares de áreas rurais em todo o Brasil. 

E este resultado foi colhido em apenas oito meses de 2019: entre maio, quando a iniciativa foi lançada, a dezembro último. 

Já o CANATHON tem, por proposta, estimular a busca de projetos que garantam o melhor aproveitamento e eficiência da bioenergia. 

100% online, a maratona será realizada entre os dias 20 a 30 de agosto e envolverá profissionais de diversas áreas com foco em soluções sustentáveis e inovadoras. 

As inscrições para o hackathon de bioenergia estão abertas. Clique aqui para mais informações e amplie suas chances de conectividade e inovações. 

De iniciativa a associação

De seu lado, a iniciativa ConectarAGRO também expandiu tecnologias habilitadoras de soluções de Internet das Coisas (IoT) com conectividade e inovações. 

Neste seu primeiro ano de atividade, promoveu a cobertura de mais de 11,5 milhões de hectares com a plataforma Narrow Band IoT (NB-IoT). 

Oferecida pela TIM, ela é essencial para a conexão de máquinas e sensores, ferramentas importantes para o desenvolvimento do agronegócio. 

Entretanto, por ser um padrão adotado mundialmente, o NB-IoT pode ampliar em mais de 40% a cobertura tradicional em relação ao uso de smartphones, além de consumir menos bateria, o que é fundamental para aplicações de IoT.

Sobre novas tecnologias, vem aí o 5G. Clique aqui para saber mais sobre o leilão esperado para este ano. 

Não é só. 

Criado por oito empresas – AGCO, Climate FieldView, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble -, o programa acaba de ser oficializado como uma associação civil sem fins lucrativos. 

Ou seja: com o objetivo de promover conectividade nas áreas rurais de todo o Brasil, o ConectarAGRO está aberto para a associação de novas empresas a partir deste mês de julho. 

Contudo, mesmo com as limitações impostas pela Covid-19, a Associação estima ampliar conectividade para 13 milhões de hectares até 2021, incluindo projetos com cooperativas. 

“Ao mesmo tempo em que esse momento de pandemia traz grandes desafios para nossos planos de expansão, ele também serve como um imenso estímulo à digitalização e às ferramentas digitais, criando uma grande demanda pela conectividade que impulsionará os avanços de forma significativa quando a situação se normalizar”, comenta, em relato, Gregory Riordan, presidente da Associação ConectarAGRO.

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Ganhos da usina com a conectividade e inovações

A pedidos do Energia Que Fala Com VocêCristiano Pontelli, Gerente de Negócios da Linha de Agricultura de Precisão da Jacto, lista benefícios permitidos pela conectividade para as usinas de etanol e de açúcar. 

“A conectividade permite vários benefícios para o setor sucroenergético, principalmente a gestão à vista em tempo real. 

Por exemplo: as colhedoras alinhadas com os transbordos (que carregam cana). Quando um deles enche, consegue-se, via conectividade, enviar novo caminhão transbordo junto a colhedora. 

Você consegue mapear toda a operação à distância e em tempo real. 

Sabe-se, por exemplo, se há máquina parada, se há alguma abaixo da velocidade que deveria estar, ou se há máquinas inoperantes por falha de manutenção. 

Uma vez que existe a conectividade, dá para acionar por whatsapp o centro de controle com os equipamentos. E aí consegue-se comunicar sobre eventual falha para encaminhar o equipamento.

Tudo isso são vantagens que trazem redução de custo e aumento na produtividade, porque garante-se que os equipamentos são utilizados no máximo possível dentro da usina. 

Ou seja: é possível maximizar o uso dos ativos da empresa, porque os equipamentos ficam sem ociosidades. Isso graças à conectividade, que permite acompanhar a gestão em tempo real.”