Indústria dá boas vidas à era da Inteligência Artificial das Coisas (AIoT)

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As inovações tecnológicas avançam. Depois da Internet das Coisas (IoT) e da Inteligência Artificial (IA), agora é a vez da Inteligência Artificial das Coisas (AIoT). As três integram o universo do mundo 4.0 e o setor industrial dá boas vindas a essas inovações. Mas por que tantas tecnologias?

Em linhas gerais, elas se interagem. Além disso, as três permitem importantes avanços para a indústria.

O Energia Que Fala Com Você detalha, a seguir, cada uma dessas inovações tecnológicas. Em primeiro lugar, IA, IoT e AIoT não são novidades. Elas estão há anos no universo acadêmico e, também, no mundo de tecnologia privada.

Inovações geram novas funções e milhares de dados

A Internet das Coisas (IoT) conecta à Internet uma gama enorme de dispositivos como, por exemplo, máquinas industriais. Permite que sejam acrescentadas novas funções a esses equipamentos, além de gerar volume gigantesco e precioso de informações capturadas por bilhões de sensores espalhados pelo mundo.

Cabe à Inteligência Artificial (IA) gerir todo esse volume de dados. Nascida nos anos 1940, tinha por função encontrar novas funcionalidades para o computador. Já nos anos 60 a IA ganhou destaque como inovação capaz de fazer as máquinas realizarem tarefas humanas complexas, como raciocinar. De lá para cá, suas ‘habilidades’ só avançaram.

Novata entre as inovações, a Inteligência Artificial das Coisas (AIoT) na verdade forma um elo entre IoT e IA. Ou seja: ela une os recursos das duas outras.

Futuro da automação industrial

A AIoT surge como o futuro da automação industrial. Ao unir tecnologias como machine learning (aprendizagem automática), reconhecimento de voz, análise de imagem e processamento de linguagem natural aos dados por sensores e outros dispositivos de IA, a indústria ganha poderosa ferramenta para gerenciamento e tomada de decisão no ambiente de negócios.

Em resumo, os dispositivos de IoT coletam as informações e a IA acelera e até mesmo automatiza as escolhas com sistemas inteligentes para analisar os dados para tomadas melhores de decisão. Meta: reduzir custos e garantir maior competitividade.

Por sua vez, as expectativas por resultados eficientes geram, também, projeções gigantescas de negócios.

Paulo Gallindo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), estimava que o mercado de IoT movimentaria US$ 19 trilhões no mundo e o Brasil, segundo a entidade, poderia abocanhar US$ 350 bilhões nesse nicho (clique aqui para saber mais).

A projeção foi feita em 2016, quando a AIoT ensaiava chegar ao mercado. Sendo assim, a movimentação de negócios deve superar em muito as estimativas de quatro anos atrás. Isso porque tecnologias como a 5G, que são ferramentas da AIoT, são esperadas no Brasil em 2021.

Leia também: Tecnologia 5G deverá ser oferecida no Brasil em 2021 

De outro lado, em termos de adesão a AIoT avança em ritmo acelerado. Um exemplo nesse sentido é o número de empresas cadastradas na Aliança Europeia para Inovação em Internet das Coisas (Aioti).

A entidade foi criada em 2015 por iniciativa da Comunidade Econômica Europeia (CEE), atual União Europeia. De lá para cá, o número de associados só cresceu.

No fim de maio, por exemplo, boletim da entidade destaca que os membros totalizavam 154 entre corporações, startups e empresas de tecnologia com atuação nos quatro cantos do mundo. Os membros da Aioti produzem conteúdo para o universo das inovações tecnológicas também focadas na indústria brasileira.

Mas além de instituições como a criada por meio da União Europeia, o mercado brasileiro já conta com empresas fornecedoras de soluções AIoT. É o caso, por exemplo, da Intel, SAS, Cisco, Cognizant, entre outras. Elas focam um mercado nascente na indústria brasileira. E que tende a crescer.

Afinal de contas, os resultados de quem investe nessa tecnologia compensam. Ainda no fim de 2019, estudo conduzido pela SAS, Deloitte e Intel, com pesquisa e análise do IDC, revelava que empresas usuárias de AIoT são mais competitivas que as que usam apenas IoT.

Esse ganho é de margem de dois dígitos em uma variedade de indicadores de negócios como produtividade, inovação e custos operacionais.

O resultado desse estudo é apenas um indicativo de quanto a tecnologia AIoT deverá crescer junto a indústria brasileira. Esse setor, aliás, integra pesquisa da Deloitte divulgada em junho último.

Um dos resultados do estudo aponta que a maioria das 662 empresas de vários setores participantes prevê recuperação entre 6 e 18 meses após a pandemia de covid-19. É bem provável que empresas usuárias de AIoT saiam na frente nessa tão esperada retomada.