Setor eletroeletrônico: 54% das empresas preveem crescimento até dezembro

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Sondagem realizada pela Abinee aponta melhora nos principais indicadores do setor eletroeletrônico no mês de junho. Segundo o levantamento, embora demonstre recuperação ainda tímida e abaixo dos patamares anteriores à pandemia, o maior impacto na atividade da indústria elétrica e eletrônica já passou.

Para este 2º semestre de 2020, 54% das pesquisadas projetam crescimento em relação ao 1º semestre deste ano, 27% esperam estabilidade e 19% têm previsão de crescimento.

Destacou-se o aumento de 25% para 32% no total de empresas com expectativas de crescimento para 2020 em relação ao ano passado.
Também foi relevante a redução de 57% para 44% no número de entrevistadas com projeções de queda. Ainda referente às previsões para 2020, 24% das pesquisadas esperam estabilidade.

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A pesquisa indicou também aumento na utilização da capacidade instalada, que passou de 57% em abril, para 63% em maio e para 68% em junho. Apesar dessas elevações, esses indicadores continuaram em patamar inferior ao observado no início deste ano, quando estava em 77%.

“As empresas do setor eletroeletrônico esperam uma retomada gradual da atividade, porém permanecem as incertezas quanto à evolução da pandemia, o que leva a um ambiente de cautela”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Pressão de custos

A Sondagem da Abinee apontou que continuou aumentando o número de empresas que perceberam pressões acima do normal nos custos de componentes e matérias-primas, que passou de 69% para 78%. Esse percentual está em ascensão desde o início do ano, uma vez que no mês de dezembro de 2019 havia registrado 21%.

Entre os principais fatores que estão gerando a elevação nos custos de componentes e matérias-primas, a desvalorização cambial foi citada por 77% das entrevistadas.

Destacaram-se as fortes oscilações na taxa de câmbio, uma vez que em dezembro do ano passado, o dólar estava sendo cotado a R$ 4,11 (média mensal), passando para R$ 5,33 em abril de 2020, aumentando para R$ 5,64 em maio e recuando para R$ 5,20 em junho.

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Ainda referente a essa questão, além da desvalorização cambial, também foram citados outros motivos para o acréscimo nos preços de componentes e matérias-primas, tais como:

  • Aumento do preço dos componentes ou matérias-primas de fornecedor no mercado interno, citado por 57% das empresas;
  • Elevação no preço de fornecedor estrangeiro (adquirido por importação), indicado por 51% das entrevistadas;
  • Incremento no preços dos fretes marítimo e aéreo observado por 36% das pesquisadas;
  • Entre outros (7%), tais como elevação dos custos internos devido os cuidados e prevenção ao coronavírus; dificuldades para desenvolvimento de novos fornecedores, etc.