ANP aprova planos de descomissionamento de 52 ativos

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Aval para desativação de estruturas gera mercado bilionário no setor

Setenta instalações de bacias marítimas e terrestres de óleo e gás (O&G) possuem planos de descomissionamento, processo que inclui a retirada de equipamentos, recuperação de áreas e abandono de poços.

São atividades que, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deverão gerar negócios de R$ 25,8 bilhões. Melhor: esse gigantesco mercado está previsto para ocorrer nos próximos cinco anos.

Mário Destri, o ‘papa’ do descomissionamento, destaca tendências para esse mercado em entrevista para o Energia Que Fala Com Você. Clique aqui para saber o que ele tem a dizer.  

Confira os investimentos previstos pela ANP:

Fonte: ANP

Discussão de décadas sobre plano de descomissionamento

O descomissionamento é tema discutido há décadas no segmento de O&G. Há exatos 23 anos, por exemplo, o governo promulgava em 06 de agosto a Lei 9478, chamada Lei Petróleo, que definia o desmonte como fim do ciclo produtivo do campo.

Em síntese, o descomissionamento de ativos é o conjunto de atividades associadas à interrupção definitiva da operação das instalações, ao abandono permanente e arrasamento de poços, à remoção de instalações, à destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos e à recuperação ambiental da área.

Essa desativação pode ter motivações diversas, como a devolução do bloco/campo à ANP ou o fim da vida útil daquela instalação.

Planos de descomissionamento entram de vez em prática

Pois os anos de discussões se passaram e enfim entra em prática o conjunto de ações legais, procedimentos técnicos e de engenharia, que integram o descomissionamento.

Prova disso é que das 70 estruturas de O&G na fila de descomissionamento, 75% delas, ou 52, já estão com os planos aprovados.

Chamados PDIs, esses planos obtiveram aval da ANP até 31 de julho último.

Por sua vez, Energia Que Fala Com Você levantou o número de aprovações no painel dinâmico de descomissionamento de instalações de exploração e produção lançado no fim de julho pela Agência.

Estruturado com ferramenta de business intelligence (BI), o painel oferece forma interativa de visualização de dados e possui atualizações periódicas. Clique aqui para acessar o painel.

Ativos com sinal verde da ANP:

Fonte: ANP

De seu lado, se o ritmo de aprovações seguir aquecido, o universo de fornecedores de bens e serviços do universo de descomissionamento só tem a agradecer.

É que, conforme o painel, 11 dos planos aguardam resposta e os demais 7 estão em análise.

Mais sobre os ativos com aval da ANP

Dos 52 ativos com PDIs já aprovados, 20 deles são marítimos. Eles integram seis bacias: Camamu, Campos, Espírito Santo, Potiguar, Santos e Sergipe-Alagoas.

Das bacias com PDIs liberados, Campos lidera com 9 dos 20 ativos. Em segundo lugar vem Santos, com 5; seguido de Potiguar (3). Camamu, Espírito Santo, e Sergipe-Alagoas têm um ativo liberado cada.

Finalmente, no ambiente terrestre estão aprovados 32 PDIs.

E onde estão esses ativos prestes a serem desativados? Estão em dez bacias: Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Mucuri, Parnaíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

Espírito Santos lidera o ranking de bacias com mais PDIs terrestres aprovados com 14 deles.

O segundo lugar é ocupado pela bacia Potiguar (6), seguido de Alagoas (3), Sergipe-Alagoas (2) e Tucano Sul (2).

Amazonas, Mucuri, Parnaíba, Recôncavo, Sergipe têm um PDI aprovado cada.  

Contatos com o autor deste conteúdo: delcymack@gmail.com