Mulheres no petróleo e gás: carreiras de sucesso que permeiam pela indústria
Foto: Mundo linha viva

Antes de mais nada, a presença feminina no mercado de trabalho é pauta de importância em todas as regiões do mundo. Isto porque diante de todo contexto histórico, desde a inserção do gênero no mercado de trabalho, ainda existem divergências significativas de cargo, remuneração e até mesmo percentual. Nesse sentido, as mulheres no petróleo e gás retratam um cenário idêntico quando comparado aos demais setores do mercado.

De acordo com o Pnad Contínua e o IBGE, as mulheres correspondem ao maior índice da população dentro de trabalhos formais e informais. Em todas as regiões do país isso equivale a 64,7% dos inativos na média nacional. Ainda assim entre a população desempregada elas também são maioria, com 53,8%. Já as mulheres no petróleo e gás, em casos isolados como na sonda da perfuração Norbe IX, 12 mulheres se destacam em posição de liderança. Isso representa 6% do time.

Simultaneamente em uma das plataformas mais produtivas da Petrobras, a estatal possui 150 pessoas a trabalho. Nisso, cerca de 5,3% desse total são mulheres, em que 8 representantes remetem ao sexo feminino. Portanto, ainda que o público masculino seja majoritariamente maior, aos poucos o gênero feminino começa a receber mais reconhecimento. Estatísticas da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (FIBGE) estima que a taxa de crescimento relativo da força de trabalho feminina foi de 105%. Já a masculina, cresceu 56,1%.

A presença de mulheres no petróleo e gás e seu crescimento

O Brasil é o país com maior número de mulheres no mundo. A partir disso, representam 10% dos quadros de cargos oficiais na Marinha Mercante, atuando na Transpetro, segundo o Panorama Offshore. O reaquecimento da indústria e as vendas dos ativos e leilões nos anos anteriores acresceram os meios de contratação. Isso gerou aproximadamente 500 mil novas vagas entre homens e mulheres.

Ainda no Brasil, a Petrobras opera atualmente com cerca de 47 mil funcionários próprios. Destes, 83,8% são homens, e 16,2% é composto por mulheres. As áreas de especialização geralmente são engenharia, geologia e eletrônica, cursos que também possuem maior procura por homens. Assim, consequentemente, a busca por emprego nessas áreas segue sendo deles. Por outro lado, o público feminino vem elevando seus interesses para atuar dentro desses segmentos e, certamente, vem deixando seu legado.

Em todas as suas operações, sabe-se que em campos de pré-sal, por exemplo, 59 mulheres ocupam cargos de direção a exploração e produção de petróleo. Recentemente, a Arábia Saudita deu um exemplo de contratação quando levou a primeira mulher para o conselho administrativo, assumindo um cargo na estatal Saudi Aramco em 2018. A profissional foi presidente da petrolífera Sunoco e trabalhou 28 anos na Royal Dutch Shell, como vice-presidente executiva de produção Global.

Profissionais de respeito

Em suma, as mulheres no petróleo e gás tendem a ser ainda mais encontradas. Tanto no Brasil, quanto fora do país as mudanças já são perceptíveis e alcançam novos modelos de emprego e inserção do empoderamento também nessa indústria.

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