Bioeconomia permite ao Brasil se tornar referência econômica mundial

É o que revela estudo lançado recentemente pela CNI

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O Brasil ostenta exemplos em série quando se trata de Bioeconomia, termo que explica os produtos resultantes de inovações aplicadas aos recursos biológicos.

Integram a Bioeconomia o etanol e o biodiesel, entre outros bem-sucedidos biocombustíveis. Também entram na lista alimentos e fibras, além da maior floresta tropical do planeta, a Amazônia. 

Em linhas gerais, a Bioeconomia oferece oportunidade única para o Brasil ocupar papel de destaque entre as economias mundiais.

“Pensar estrategicamente e buscar a atuação conjunta entre setor produtivo, governo e academia fazem parte do caminho para alcançarmos esse resultado”, destaca Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) na apresentação de recente estudo divulgado pela instituição.

Detalhado, o levantamento “Bioeconomia e a Indústria Brasileira” é expressivo: faz um raio-X do tema e aponta tendências.

Quer acessar o estudo na íntegra? Clique aqui.

Por sua vez, Energia Que Fala Com Você destaca a seguir pontuações do documento que atestam o porquê o Brasil não pode perder a chance de e tornar-se protagonista mundial em Bioeconomia.

Bioeconomia alça Brasil como destaque econômico

O estudo da CNI é bem detalhista e projeta que a biodiversidade brasileira deve ser valorada.

De seu lado, essa valoração necessita do aprofundamento da Bioeconomia, uma vez que a exploração inteligente da diversidade biológica se torna fonte de riqueza.

Ou seja: a Bioeconomia deve ser pensada como uma forma de valorizar a marca biodiversidade brasileira.

Confira:

Biocombustíveis posicionam Brasil à frente em Bioeconomia

Agora vamos à receita do estudo da CNI para o Brasil avançar em Bioeconomia.

Em primeiro lugar, é preciso explicar que esse termo, cunhado pela primeira vez em 1998, já era inserido no Brasil nove anos depois.

Isso porque documentos de 2007 atestam que o Brasil já possuía estratégias de políticas para a Bioeconomia.

E sabe que setor integra essas estratégias no país? A produção de bioenergia, na qual somos líderes.

A bioenergia é um sucesso incontestável, mas o Brasil vivencia barreiras quando se trata, por exemplo, do universo da biodiversidade.

Conforme o estudo, “embora o Brasil tenha uma imensa riqueza natural, o tamanho e a complexidade de sua sociedade não permitem que a economia se baseie apenas nas atividades de produção primária.”

Sendo assim, atuar na industrialização da biologia para o desenvolvimento de uma Bioeconomia avançada, com maior margem para os produtos da pauta, é fundamental.

O estudo é enfático: o Brasil possui, hoje, todos os elementos necessários para isso: grande área para produção de biomassa, uma das maiores biodiversidades do planeta, com grande potencial para descobrimento de novas substâncias de alto valor agregado.

Temos, também, expertise em biorrefinarias e manejo de biomassa e produção de ciência de alta qualidade em diversos campos, incluindo as biociências.

Mas, atesta o documento, para se tornar uma potência na Bioeconomia no futuro, a rede de inovação existente no país precisa ser expandida, integrando os diferentes atores para a geração de novas tecnologias e produtos de maior valor agregado.

E como fazer isso?

Confira na arte a seguir:

Leia também: Canathon gera soluções inéditas para o mercado de bioenergia

Conclusões do estudo para o país avançar em Bioeconomia

O estudo da CNI merece ser lido e guardado – por isso, não se esqueça de clicar aqui e arquivá-lo. Como já relatado, ele é bem específico, relata como o a Bioeconomia é regida hoje no Brasil do ponto-de-vista normativo.

Em suas conclusões, entretanto, o estudo é direto e sucinto.

Confira a seguir: