Investimentos em O&G no Rio têm cenário otimista

É o que destaca a 5ª edição do Anuário do Petróleo no Rio da Firjan

Pelo menos 200 poços de petróleo deverão ser perfurados no Rio de Janeiro em áreas licitadas deste 2017. Já os investimentos em O&G fluminenses na área de abastecimento têm previsão de chegar a R$ 2 bilhões até 2024.

Estas são apenas algumas das projeções que integram a 5ª edição do Anuário do Petróleo no Rio de Janeiro. O documento foi lançado em setembro pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). (acesse aqui o estudo na íntegra em pdf),

Além de trazer outras estimativas otimistas, o documento destaca, também, que por ser protagonista do mercado brasileiro de O&G, o Rio de Janeiro concentra impactos positivos ou negativos.

Do lado negativo está a queda na produção diante a pandemia de Covid-19. No primeiro semestre de 2020, em relação a dezembro de 2019, as produções do Brasil e do estado fluminense atingiram em maio 12% de queda.

Mas já em junho houve recuperação, o que permitiu fechar o semestre com redução acumulada de em torno de 7%.

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Comparação de investimentos em O&G

Já a comparação entre os primeiros seis meses de 2020 com mesmo período do ano passado, destaca aumento nacional de produção de 15%. Trata-se de resultado derivado, em muito, do avanço da produção estimada em 23% no Rio. Como resultado, temos o aumento de produção (ramp-up) do campo de Búzios, na Bacia de Santos.

Por outro lado, o cenário otimista está estampado no editorial da 5ª edição do Anuário. Assim também, o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, destaca que o petróleo fluminense sinaliza muitas oportunidades.

Por exemplo, ele cita que o crescimento da produção de óleo no Rio ajudou, em muito, ao Brasil ter aumentado. O valor subiu em 15% a produção no primeiro semestre de 2020, ante igual período de 2019.

Nesse sentido, Vieira lembra que o setor fluminense ganha com o Rio ter-se tornado o primeiro a internalizar o Repetro Industrialização. (Clique aqui para ler sobre o Repetro).

“A conversão desse projeto em lei gera segurança e previsibilidade ao investidor. Com isso, criando um ambiente propício para a atuação das empresas”, relata o presidente da Firjan.

Outro exemplo de ação que deverá gerar oportunidades no setor fluminense de O&G, segundo ele, são avanços nas discussões do Termo de Ajustamento de Conduta de contratos de Conteúdo Local.

As discussões integraram recente audiência pública na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) (clique aqui) e, conforme Vieira, a regulamentação tem o potencial de transformar mais de R$ 1 bilhão de multas em encomendas para a indústria nacional.

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Novos poços e sondas

Em termos de informação relevante, a mais recente edição do Anuário atesta que até 2025 mais de 200 poços serão perfurados no Rio.

Essa nova oferta de atividade perfuratória ocorrerá nas áreas da 14ª à 16ª Rodada de Concessão. Bem como, nas áreas da 2ª à 6ª Rodada de Partilha.

Aqui, é preciso lembrar que as previsões integram poços no Pré-Sal e no Pós-Sal. Estes, que tiveram sua produção iniciada após a criação da ANP, em 1998, e a partir da Rodada 0.

Previsão de atividade perfuratória nas áreas da 14ª à 16ª Rodada de Concessão

Previsão de atividade perfuratória nas áreas da 2ª à 6ª Rodada de Partilha;

Novas oportunidades e ganhos econômicos

Como destaca o documento, “é importante ressaltar que, mesmo no cenário de pandemia que vivemos atualmente, essas novas oportunidades geram boas perspectivas para o mercado através da criação de empregos. Sobretudo, também, de ganhos econômicos para o estado do Rio de Janeiro.”

Exemplo desse destaque são os previstos R$ 2 bilhões já anunciados em infraestrutura de transferência e refino de óleo. A ação acontece em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio.

Em suma, cada bilhão de reais investido na construção desses investimentos em O&G significa a geração de mais de 13 mil empregos diretos, aponta a Firjan no documento:

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