Gás das bacias de Campos e Santos gera novo ciclo de desenvolvimento em Macaé. E vem muito mais por aí

Saiba o que vem por aí nesta entrevista com Evandro Cunha, coordenador da Comissão Municipal da Firjan

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Gás das bacias de Campos e Santos gera novo ciclo de desenvolvimento em Macaé. E vem muito mais por aí
Crédito: Firjan/Divulgação

Há pouco mais de um ano, o empresário Evandro Capistrano Cunha, coordenador da Comissão Municipal da Firjan em Macaé (RJ), afirmava que “muito em breve tanto as bacias de campos e santos, quanto principalmente o município fluminense serão reconhecidos internacionalmente como a região Brasileira do Gás e da Energia.”

A projeção foi feita durante o evento “Macaé Energia” (leia aqui), realizado em 11 de setembro pela Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM). E hoje é realidade.

Prova disso é que apesar deste 2020 atribulado pela pandemia do novo coronavírus, Macaé possui empreendimentos de termelétricas em implantação por conta do gás das bacias de Campos e Santos.

O Energia Que Fala Com Você apurou, existem pelo menos 16 outros projetos de termelétricas em maturação. Mas vem muito mais por aí.

É o que destaca Evandro Cunha, também diretor da fornecedora de serviços integrados de comunicação Jevin, nesta entrevista ao Energia Que Fala Com Você.

Leia também: Investimentos em O&G têm cenário otimista

Macaé já vive fase de implantação de novas termelétricas a serem movidas pelo gás extraído das bacias de Campos e Santos. Isso em um ano marcado pela pandemia da Covid-19. Qual a explicação?

Evandro Cunha – Isso reflete projeto de anos, em que empreendedores privados viram a grande oportunidade que Macaé. E tem-se trabalhado muito para esta realização com projetos estruturantes e com parceiros privados.

O projeto criador da nova lei do gás (leia aqui) passou pela Câmara Federal e agora tramita no Senado. O sr. é um entusiasta e incentivador pela aprovação dessa nova lei. Qual sua avaliação a respeito? 

Evandro Cunha – Este projeto é de suma importância e tem a participação direta do Governo Federal junto a Câmara de Deputados. Já está aprovado e agora está com o Senado.

A ‘nova lei do gás’ irá trazer um enorme benefício a todos nós brasileiros com a grande demanda de gás que teremos. E precisamos que [esse gás] chegue a todos os brasileiros.

A aprovação e entrada em vigor da nova lei do gás é prioritária para o destravamento de investimentos em Macaé? Estime como a nova lei impactará economicamente no curto prazo (até um ano após a lei entrar em vigor) e no médio prazo (até 3 anos).  

Evandro Cunha – Os investimentos para Macaé serão com as termelétricas em projeto, licenciamento e construção. Têm como foco a energia elétrica para o Sistema Interligado Nacional (SIN) com o potencial do gás nas Bacias de Campos e Santos onde nos tornara como a Cidade da Energia. E a Lei do Gás já se relaciona ao consumo e distribuição a todos os brasileiros num outro momento  

Fora a nova lei do gás, existem os projetos de produção em áreas leiloadas pela ANP em 2017 e 2018. Esses projetos já entram em prática em favor da economia de Macaé? Comente a respeito, por favor.  

Evandro Cunha – Todos os campos da Bacias de Campos, Santos e do Espírito Santo leiloados pela ANP geram a entrada de novos operadores, deixando a Petrobras de ser uma operadora única.

É muito importante para Macaé pois aqui estão concentradas todas as empresas fornecedoras de serviços e bens para a cadeia de Óleo e Gás do Brasil.

Não existe no mundo o que Macaé possui. Todas as empresas possuem suas bases em Macaé e isto e um ativo importantíssimo.

Afetados pela oscilação dos negócios e pela pandemia, os fornecedores de O&G de Macaé certamente estão descapitalizados. Em sua opinião, o que deve ser feito pelos órgãos públicos e instituições financeiras e setoriais em favor desses fornecedores? 

Evandro Cunha – Esta pandemia, como todas as crises, nos ensina muitas coisas e um aprendizado que ficará marcado é com colaboradores trabalhando em home office, em reuniões virtuais em processos para a saúde do trabalhador.

Fomos precisos no atendimento para a cadeia de Óleo e Gás, pois é uma atividade de suma importância e estratégica para o Brasil. Ela não pode parar apesar dos decretos Estaduais e, principalmente os Municipais, que dificultaram muito.

Mas trabalhamos muito para poder atender as necessidades operacionais demandadas pelas Operadoras de Petróleo e seu elo de fornecimento.  

Quais os próximos passos para o avanço do setor de O&G em Macaé?

Evandro Cunha – Após o ciclo das termelétricas, que já estão consolidadas, agora é trabalhar para que possamos ter indústrias para utilização deste gás após tratamento em Macaé e na região Norte e estado do Rio de Janeiro. Nos tornaremos referência para o Gás e nos tornaremos também o Estado da Energia.