Novas operações de O&G também irão aquecer o mercado de estaleiros e de embarcações
Foto: Reprodução Firjan

As previsões de entrada em operação de O&G, especialmente a de unidades de exploração e produção (UPEs) de petróleo geram otimismo para a economia do Rio de Janeiro. 

Entre as esperadas, que têm demanda confirmada, e as prováveis, o número de UPEs chega a 57. E essas unidades aquecerão também o mercado de estaleiros e a cadeia de fornecedores tanto no Rio quanto no país. 

O cenário otimista integra o Panorama Naval do Rio de Janeiro 2020, estudo bianual da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) lançado no mês passado, em dezembro. 

O documento traça um panorama que vai até 2030 (clique aqui para acessá-lo). E aponta, por exemplo, que para cada sistema em atividade estima-se a demanda de quatro embarcações de apoio. 

Aqui entram, entre outras, contratações de grande demanda naval para a Marinha brasileira. Uma delas diz respeito ao Navio de Apoio Antártico, atualmente em processo de licitação (saiba mais aqui). 

Oportunidades com operações de O&G

Entretanto, as esperadas operações de O&G geram expectativas pra lá de otimistas. Essas oportunidades, aliás, já embasaram conteúdo aqui no Energia Que Fala Com Você (leia aqui), que avalia a chegada de empresas para operar, por exemplo, a cadeia de refino no Rio. 

As oportunidades para o mercado naval dentro de O&G ocorrerão, conforme o documento, nas áreas de descomissionamento e desmantelamento de plataformas e navios, que deverão ser praticadas até 2030. 

O setor de Cabotagem, cuja legislação está em fase de regulação pelo Congresso Nacional, é outro gerador de expectativas otimistas. 

Leia também: 

  • Energia Que Fala Com Você apresenta a seguir projeções do estudo da Firjan que preveem o aquecimento do mercado naval. 

Mais 9 Unidades Flutuantes de Produção (FPSOs)

Até 150 sondas e 26 poços 

36 barcos de apoio por UEP

Expectativa de UEPs até 2030

Leilões da ANP criam enorme potencial 

O estudo da Firjan revela, também, que a indústria naval ganha destaque por conta do segmento O&G. Confira avaliações de agentes de mercado e de executivos da Firjan divulgadas pela assessoria da entidade.

“Em 2018, a indústria naval passava por uma grave crise. De lá para cá, observamos uma demanda pujante para este mercado. A Defesa superou gargalos e o mercado de óleo e gás exibe enorme potencial com projetos a partir dos últimos leilões da ANP”, destaca o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Vieira.

Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás e Naval da federação, destaca que, além das análises técnicas das empresas que atuam nesse mercado, a Firjan oferece ao mercado uma plataforma digital, com dados dinâmicos. “[Ela] será constantemente atualizada com as principais informações da indústria naval fluminense e nacional”, atesta. 

Clique aqui para acessar a plataforma digital. 

Incremento da frota

Segundo Lilian Schaefer, vice-presidente da Syndarma/Abeam, existe previsão de incremento da frota de bandeira brasileira em operação nos próximos dois anos para 376 embarcações em atividade. Hoje, esse número é de 300, com 63 embarcações ociosas.

Por sua vez, Paulo Rolim, líder do Núcleo Naval do Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan, relata dificuldades apresentadas esse ano por conta da pandemia, mas é otimista em afirmar que há luz no fim do túnel. Apesar dos gargalos e da resiliência da área de Cabotagem, essa área pode ter um incremento de 8% a 10% nos próximos anos.

Como descrito anteriormente neste conteúdo, o descomissionamento e desmantelamento de plataforma e navios foi apontado como um mercado de enorme potencial nos próximos anos. 

O documento da federação, em artigo da Emgepron, estima mais de 100 plataformas petrolíferas para serem descomissionadas, em um mercado que gira em torno de R$ 90 bilhões