Como a General Chains tem ajudado as usinas a reduzir o uso de materiais não recicláveis
Foto: Piramidal

A pressão por ações que não agridem o meio ambiente chegou para ficar. Não é diferente entre as 425 usinas de cana-de-açúcar e de etanol de milho em operação no país. 

Veja o caso das mais de 230 usinas certificadas no RenovaBio. Para elas, durante o ciclo de produção de etanol é uma obrigação reduzir o emprego intensivo de agroquímicos e o uso de combustíveis poluentes, como o óleo diesel. O RenovaBio incentiva o maior uso de biocombustíveis para reduzir a emissão de gases causadores de efeito-estufa e, para tanto, as usinas certificadas têm de fazer sua lição de casa. 

Mas essa obrigação não é apenas delas, mas, também, dos fornecedores de bens e serviços. 

E como esses podem colaborar com as usinas em gestões sustentáveis em favor do meio ambiente?

Para entender mais a respeito, o portal Energia Que Fala Com Você destaca a General Chains, expositora da Fenasucro & Agrocana e cujo compromisso número 1 é fornecer produtos que colaborem com a preservação do meio ambiente. Como?

Confira na entrevista com Luís Carlos Bróglio, Diretor Técnico Comercial da General Chains, que tem sede em Piracicaba (SP) e atuação em mais 14 países. 

Mais de 200 usinas estão certificadas no RenovaBio e, para tanto, precisam investir maciçamente em menor uso de materiais e combustíveis poluentes em seu processo produtivo. Como a General Chains pode colaborar neste objetivo de oferecer peças e serviços com soluções mitigadoras de agressão ambiental?

Luís Carlos Bróglio – Nós colaboramos desenvolvendo melhorias nas correntes e equipamentos, aumentando cada vez mais a utilização de aços inoxidáveis, que têm uma melhor vida útil em trabalho, sendo menor a troca de peças de reposição. Todos nossos processos fabris são desenvolvidos para que utilizemos a menor quantidade possível de produtos que não são recicláveis. Por exemplo: nossos barracões têm sistema de logística por pontes rolantes, não utilizando combustível fóssil para movimentação de cargas.

O setor sucroenergético tem pela frente uma safra (21/22) novamente com oferta enxuta de cana (no máximo 600 milhões de toneladas no Centro-Sul). Por sua vez, a produção de álcool industrial (seja como sanitizantes em gel e 70) tornou-se um nicho que veio para ficar. Como os produtos da General Chains podem incrementar os negócios do setor diante um cenário desse?

Luís Carlos Bróglio – Focando no desenvolvimento de novas tecnologias para melhorar o custo benefício das operações industriais e agrícolas. Infelizmente a menor oferta de matérias-primas no mercado, e o consequente aumento exorbitante dos aços, fez todo um esforço da cadeia produtiva sucumbir à estagnação. 

Nosso governo estadual também não dá trégua, gerando mais aumento dos impostos. Nossa mensagem é que não podemos parar, mesmo diante de tantas barreiras, temos que ser cada vez mais inovadores!

A escassez de recursos financeiros ainda ‘persegue’ principalmente as usinas com menor capacidade de moagem. Elas também precisam investir em modernização industrial. Como a empresa observa esse grupo de usinas e como atendê-lo?

Luís Carlos Bróglio – Vemos como uma grande oportunidade de negócios. Com os processos de fusões e aquisições de unidades por grupos maiores, um novo conceito de melhorias de processos e automação será implementado, visando a melhoria da produtividade e eficiência industrial e agrícola. A General Chains tem buscado desenvolver produtos com mais tecnologia agregada, justamente para melhorar o custo-benefício final de manutenção. Aliada a isso, temos nosso corpo técnico, para sugerir melhorias de performance nos equipamentos utilizados. Estudamos também condições de pagamento que atendam tanto aos nossos clientes como a nós.

Quais as novidades da General Chains para o setor sucroenergético e o agronegócio como um todo? 

Luís Carlos Bróglio – Este ano estamos lançando linhas de correntes forjadas, tipo 142, transportadora de grãos e trash, tipo 698, para transporte por arraste de sólidos, taliscas em aço inoxidável “verde”, correntes inteiras em aço inoxidável para transportadores de soja e esteiras entre moendas. Outro destaque é que melhoramos a performance da nossa já tradicional e excelente corrente de pinos ocos para elevador de cana picada, das colhedoras de cana, tipo CT2HP.