BALDAN garante menor custo
Crédito: UNICA

As 300 usinas da região Centro-Sul do país começam a safra 2021/22 com oferta enxuta de cana-de-açúcar. As projeções apontam que a oferta da matéria-prima não superará 600 milhões de toneladas. E se confirmado, esse montante praticamente repete o da safra anterior. Além disso, o setor já trabalha com cenário de igual oferta de cana para 2022.  

Sendo assim, os ganhos de produtividade para garantir altas na produção de etanol, açúcar e bioeletricidade nunca foram tão importantes. 

Com esse gancho, fomos conversar com um dos principais fornecedores de implementos agrícolas do setor, a BALDAN, para entender como o setor pode se preparar para uma safra em que a eficiência produtiva e a redução de custos tornaram-se pautas fundamentais para ganhos em performance. 

Fabio Serpa Marques, Vendas Externas da Linha Canavieira da BALDAN, destaca detalhes de implementos, um deles lançado em parceria com a Raízen.  

Confira a entrevista completa:

Como a BALDAN tem trabalhado lançamentos para o setor sucroenergético? 

A empresa está mais presente nos canaviais para entender os problemas enfrentados no dia a dia das diversas operações das usinas. Com isso tem feito algumas parcerias para desenvolvimento conjunto de soluções e aprimoramento de alguns equipamentos do portfólio.  

A troca de experiências entre as preparadas equipes das usinas e as equipes da Baldan tem sido fundamental para a criação de soluções que geram valor para os clientes. 

O lançamento mais recente, em parceria com o Grupo Raízen, é o FC600, implemento usado para a catação química de ervas daninhas. Este produto é sucesso de eficiência por onde passa, permitindo ganhos agronômicos fantásticos, além de maiores ganhos financeiros. Um equipamento chega a substituir até 12 pessoas no processo de catação tradicional. equipamento atualizado com as demandas do setor é o ARADO SUBSOLADOR CANAVIEIRO modelo SCB CR. Este implemento trabalha no preparo de solo, com a finalidade de descompactação profunda, facilitando penetração de água e nutrientes no solo o que fortalece o enraizamento da planta, além de evitar erosão. Isso impacta positivamente custos para o produtor e para a usina, que ganham na longevidade do canavial. 

O setor sucroenergético entrou de vez no foco de produtos da BALDAN? 

Baldan é a principal empresa do segmento de equipamentos para manejo de solo no Brasil. Nosso portfólio atende do pequeno ao grande produtor em diversas atividades agrícolas entre elas a cana. O que estamos fazendo de diferente agora é nos aproximarmos mais das pessoas e empresas do setor para entendermos seus desafios e com isso podermos desenvolver equipamentos confiáveis, eficientes e que atendam suas principais demandas. 

Além de produtos a empresa tem atuado de maneira diferenciada nas entregas técnicas e treinamentos das equipes sempre em conjunto com as equipes das usinas. 

Engenharia e fábrica ágeis e equipes de marketing e pós-vendas envolvidas desde o início do processo estão nos dando condição de avançar nas iniciativas com o setor sucroenergético. 

O Brasil se prepara para a chegada do 5G. Como a BALDAN tem se preparado para empregar esta tecnologia no setor sucroenergético e no agronegócio como um todo?  

Novas tecnologias como o 5G são muito bem vindas e a cultura da cana sempre foi uma das mais ávidas por novas formas de atualização e uso de tecnologias promissoras, como no passado quando implementou os primeiros mapas em paralelismo de sulco para atender as demais operações agrícolas no canavial, com a colheita mecanizada. Faz parte do negócio da BALDAN estar em linha com as novas tecnologias e estamos nos preparando para isso com produtos em estudo. Toda indústria que foca em eficiência de custos e produtividade, precisa aplicar tecnologia a seus equipamentos. 

A soja é muito empregada durante a rotação canavieira. Ampliar a produtividade desse grão também é estratégico. Como a BALDAN trabalha neste sentido?  

A cana e a soja são culturas complementares, elas se rotacionam nos campos e com isso, os ganhos vão além de financeiros, uma vez que há também o benefício de maior fixação de nitrogênio no solo, que aumenta a sua produtividade.  

BALDAN  tem “no forno” um produto específico para a soja, trata-se da DEMETRA, plantadeira de soja específica para áreas de palhada de cana. Com essa novidade, pretendemos revolucionar o rendimento e a qualidade no plantio consorciado cana/soja. 

O avanço da mecanização ameaça o trabalho humano?  

Falar em mecanização é falar em alta tecnologia, maior rendimento, maior produtividade, além de conservação de solo e meio ambiente, desafios atuais para qualquer cultura. O avanço da mecanização significa que nosso setor acompanha a evolução natural do mercado e isso não ameaça o trabalho humano, mas traz oportunidade para que o trabalhador se especialize, busque atualização técnica e com isso melhore seus ganhos financeiros e condições de vida. Nós, da BALDAN respeitamos e caminhamos junto ao trabalhador do campo para que o crescimento da produtividade não signifique piora nas condições de vida dos que estão por trás de tudo isso.