Mercado de energia em alta puxa profissionais do setor
Foto de Narcisa Aciko no Pexels

Junto desse crescimento do mercado de energia, eles passam de 200 mil e estão espalhados pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. Podem ser encontrados sobre escadas em instalações na rede de fiação elétrica ou agachados com alicates em um painel elétrico de edifícios.

Fora das ruas, eles também podem ser encontrados operando um painel de geração de energia em uma das mais de 1 mil usinas hidrelétricas, solares, eólicas e de outras fontes geradoras.

E em menor escala parte desse exército ocupa algumas das dezenas de escritórios instalados na disputada Avenida Faria Lima, na capital paulista.

Nesses espaços e em boa parte engravatados, esses profissionais trabalham em operações de compra e venda de energia. Ocupam várias funções, dentre elas a de comercializadores.

Esse cargo avançou nos últimos com o crescimento do chamado mercado livre de energia, na qual uma fatia de grandes consumidores – com contas mensais acima de R$ 80 mil – tem autorização oficial para deixar os contratos das distribuidoras convencionais e comprar eletricidade do gerador de sua preferência.

Profissionais do setor têm ano vigoroso pela frente

Sejam comercializadores, instaladores ou engenheiros, os profissionais do setor de energia elétrica têm pela frente mais um ano vigoroso. E apesar da Covid 19 seguir no radar, o mercado de energia brasileiro só tende a avançar.

Como exemplo, basta ver que em 2020 o volume de ‘energia nova’, que é produzida a partir de novas usinas geradoras, soma 4.932 megawatts (MW) segundo a Aneel (leia mais aqui).

Esse montante supera em 17%, ou 800 MW, a meta inicial da Agência, e é suficiente para atender a 6,1 milhões de consumidores residenciais, equivalente às populações das cidades de Brasília e Salvador.

O otimismo não fica por aí. Isso porque existem pelo menos mais 50 usinas de fontes variadas em construção ou em fase de projeto.

Tal cenário indica a necessidade de mais mão de obra.

Mas é preciso lembrar, também, que o crescimento do mercado de trabalho nem sempre é em termos numéricos.

Como citado logo no começo deste texto, o universo desses profissionais hoje soma 200 mil (o número foi levantado  por este blog a partir de fontes do setor), o que significa crescimento de 47% ante os 106 mil profissionais que, segundo o Dieese, trabalhavam em energia elétrica em 2004 (leia mais aqui).

Por sua vez, o salto numérico dos últimos 16 anos poderá ser substituído agora pelo salto de atualização profissional. 

O motivo? Em resumo, pode-se listar os avanços da tecnologia como responsáveis até pela contenção da entrada de colaboradores em funções apenas operacionais.

Mas longe de negativismos. O setor de energia elétrica vive uma dinâmica tal que investe como pode na migração dos profissionais diante os novos cenários. 

Trata-se, enfim, de um segmento profissional em acelerada e contínua atualização. E é neste ponto que este conteúdo pretende seguir.

Leia também: Chineses reforçam investimentos em energia no Brasil

O que vem por aí para os profissionais do mercado de energia

O portal de notícias Energia Que Fala Com Você apresenta a seguir destaques do que já está na ordem do dia e o que virá por aí para os profissionais do setor de energia.

Que as fontes renováveis (biomassa de cana, eólicas e solares) estão em crescimento, você já sabe. O que mundialmente ganha escala agora são as tecnologias também renováveis nos investimentos de novas usinas geradoras e mesmo no repotenciamento das já existentes.

São os já apelidados empregos verdes.

“As tecnologias renováveis multiplicarão por quatro os empregos até 2050”, afirma Guido Stratta, head de pessoas e organização do Grupo Enel em vídeo-entrevista no site da corporação (confira aqui).

Treinamentos.

Está aí um suporte que o profissional pode bancar por conta própria ou receber de fornecedoras do setor elétrico.

Entre essas está a ABB. Ela oferece aos parceiros e interessados uma série de treinamentos cujos temas estão focados em produtos e serviços de eletrificação. Tem interesse? Clique aqui.

E, por último, programas focados em profissionais.

Entre outros exemplos, estão o da Votorantim Energia, empresa do Grupo Votorantim que empreende o programa Movimenta.

Em síntese, esse programa permite ao colaborador se candidatar a outra oportunidade dentro de uma das empresas controladas pela companhia. Para tanto, ele passa por uma série de experiências.

Os exemplos de players como a ABB, Enel e Votorantim apenas ilustram a realidade de que ninguém quer perder talentos profissionais no setor de energia.

Pelo contrário. Um setor que já abrigava 1,8 mil empresas em 2015,  segundo reportagem da Revista da Fapesp, está em plena forma para disputar as exigências de um mercado energético que não tem sinal algum de diminuição.

Portanto, se o cenário também é exigente para os profissionais do setor, a hora é de arregaçar as mangas e inteirar-se com upgrades constantes na carreira. Afinal de contas, como já descrito acima, o mercado de energia só tende a crescer no Brasil.