Empresas ampliam investimentos em veículos elétricos

Impulsionadas pelos ganhos ambientais, companhias como Ambev e CPFL estão entre as que já investem pesado na eletrificação de frotas

Empresas ampliam investimentos na troca de motores a diesel por elétricos
Foto por Pixabay

Em nome da redução de poluentes, as empresas aceleram os investimentos na aquisição de veículos elétricos. Os exemplos de substituição de motores a combustão por movidos a eletricidade crescem no dia a dia e integram a lista companhias como CPFL Energia e a Ambev.

A multinacional brasileira de bebidas encomendou 2,6 mil caminhões elétricos para a Volkswagen Caminhões e para a Fábrica Nacional de Mobilidade (FNM). Mas segundo o UOL, a Ambev decidiu acelerar a eletrificação em sua frota e, para isso, fez parceria com a Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), para converter inicialmente 102 veículos a diesel em elétricos.

Segundo testes na Ambev divulgados pelo UOL, os ganhos ambientais são motivos de celebração: o caminhão elétrico emite 0,05 kg de dióxido de carbono (CO2 por viagem), ou quase zero de emissões poluentes.

O consumo médio é de 1kW/h por quilômetro, o que representa economia de mais de 70% em relação ao similar movido a combustível fóssil. E tem outra vantagem: a ausência de ruído.

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CPFL pretende eletrificar toda a frota

No caso da companhia geradora, transmissora e distribuidora de energia CPFL, a meta é substituir 100% da frota convencional de 4,5 mil veículos por elétricos, que hoje somam cerca de 20 modelos.

Para cumprir, a empresa criou em fevereiro o Laboratório de Mobilidade Elétrica em Indaiatuba, cidade paulista atendida por subsidiária da distribuidora.

Fruto de aporte de R$ 20 milhões, trata-se de projeto piloto em parceria com empresas e instituições.

O Senai Cimatec está entre eles, encarregado de desenvolver e aplicar carrocerias considerando os implementos 100% elétricos; enquanto o Gesel, braço acadêmico do projeto, irá realizar estudos sobre impactos ambientais e regulação.

Já a Siemens desenvolverá e aplicará carregadores e a VW Caminhões desenvolverá dois caminhões elétricos. “O foco do grupo é fomentar estudos e criar infraestrutura para esse laboratório”, detalha a CPFL.

Iniciativas como a do laboratório ajudarão a enfrentar os desafios que a eletrificação enfrenta no Brasil .

A parte os ganhos a serem gerados pelo projeto-piloto, a aposentadoria dos motores a combustão em frotas só não ocorre com velocidade maior por poucos motivos.

Um deles é a falta de estofo financeiro, uma vez que os caixas seguem combalidos pela retração econômica em parte decorrente da pandemia de Covid-19.

Outro motivo é a falta de disponibilidade imediata de veículos elétricos no mercado. Além disso, também é escassa a oferta de redes de pontos de carregamento, opções de manutenção e mesmo de estrutura para descarte de baterias.

As iniciativas da GM e da Volks

Apesar disso, ninguém duvida que os elétricos também farão parte do dia a dia corporativo no Brasil. E isso ocorrerá no curto espaço de tempo.

Mesmo iniciativas ainda inéditas em território nacional chegarão em breve por aqui. É o caso da BrightDrop, subsidiária de elétricos da GM, criada para aproveitar a experiência da montadora em eletrificação e focada em logística e em entrega, uma vez que o e-commerce só cresce desde o começo da pandemia.

De olho nesse mercado, a subsidiária lança van e um palete, ambos elétricos, sendo esse último focado em cargas e descargas que operam de forma autônoma. “A GM deve investir, ao todo, US$ 27 bilhões em carros elétricos e autônomos até 2025”, disse à Época Negócios a CEO da montadora, Mari Barra.

As iniciativas da GM vão de encontro às da Volkswagen.

Em março, durante seu primeiro evento online Power Day, a fabricante apresentou seu projeto de tecnologia para baterias e carregamento de veículos elétricos que definirá os rumos do grupo desde agora até o ano de 2030.

“Ponto fundamental na transição para a mobilidade elétrica dentro do Grupo Volkswagen, este roteiro tem como objetivos principais simplificar a produção de baterias e reduzir consideravelmente os custos de produção, tornando assim o carro elétrico mais acessível, permitindo a sua massificação de forma mais rápida”, destaca conteúdo do portal InsideEvs.