IoT: novas perspectivas de investimentos no Brasil

Estímulos integram legislação vigente desde janeiro passado e que regulamenta a tecnologia

Com menos taxas e burocracia, IoT ganha novas perspectivas de investimentos no Brasil
Crédito Gerd Altmann from Pixabay

A Internet das Coisas (IoT) ganhou novas perspectivas no Brasil por conta da legislação em vigor desde janeiro último. Visto que, trata-se da Lei 14.108, com regulamentações sobre a tecnologia e a esperada abertura de oportunidades de investimentos.

Mas de que diz respeito essa Lei e por que ela de fato impulsiona a IoT em território nacional?

O portal de notícias Energia Que Fala Com Você procura responder a estas perguntas neste texto.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a importância da Internet das Coisas, conhecida pela IoT, do inglês Internet of Things.

Ela promove uma série de inovações em diferentes campos, como já relatou o artigo nesta plataforma.

Afinal, com essa tecnologia é possível conectar diferentes objetos, que podem trocar informações muito úteis para agilizar e melhorar processos.

Assim, a tecnologia IoT conecta à internet diversos dispositivos e equipamentos, além de gerar grandes volumes de informações. Os dados, por sua vez, são capturados por outros dispositivos e sensores como:

  • Máquinas;
  • Veículos;
  • Cargas;
  • Objetos menores.

Leia também: Brasil avança em tecnologia de irrigação com a IoT

Taxas têm valores zerados

Feita a ‘apresentação’ da IoT, é hora de entrar na legislação em vigor desde janeiro e por que ela tende a impulsionar a tecnologia.

Em síntese, a Lei 14.108 diz respeito ao valor de taxas que contemplam estações de telecomunicações que, por sua vez, integrem sistemas de comunicação máquina a máquina, ou M2M. A legislação destaca que o valor passa a ser “igual a zero.”

Ou seja, em linhas gerais, a lei zera as taxas de fiscalização de instalação e as taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina. O benefício, no entanto, vale pelos próximos cinco anos.

A novidade ajuda – e muito – a IoT. É preciso lembrar que os valores das taxas passavam de R$ 10 por ano, mas nas diversas aplicações da tecnologia, mesmo nas de baixo tráfego de informações e que, por isso, têm receita por terminal inferior aos R$ 10.

Leia aqui mais sobre as taxas em parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado por conta da tramitação da legislação.

A Lei também foi tema de comentários durante o IoT Forum Business 21, realizado em fevereiro (mais aqui).

No evento, Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC), relata que  a promulgação da legislação trouxe uma nova perspectiva para a tecnologia no Brasil.

Segundo ele, com a assinatura da Lei, que objetivou a retirada de taxas sobre os serviços de telecomunicação M2M, abriram-se oportunidades de investimentos e financiamentos em território nacional.

“Precisamos lembrar que a IoT é o coração da digitalização e a conectividade o coração da IoT”, finalizou o executivo no evento.

Mais barata, tecnologia atrai investimentos

Projeção do Ministério das Comunicações, divulgada pela Agência Brasil, destaca que, ficando mais barata, a tecnologia trará investimentos para o Brasil e irá gerar mais de 10 milhões de empregos nos próximos anos.

Conforme a Agência, atualmente a estimativa é de que haja mais de 15 bilhões de dispositivos conectados à internet no mundo.

Com a expansão do IoT e a desoneração promovida pelo Governo, a projeção é de que esse número supere 35 bilhões em 2025.

“Outro aspecto positivo é que a desoneração também incentive o desenvolvimento de dispositivos com a tecnologia 5G”, disse à Agência o ministro das Comunicações, Fábio Faria.