Estudo da KPMG projeta safras futuras com preços mais atrativos para as usinas

Cenário com bons preços começou já em 2021, destaca relatório que avalia outros 40 setores da economia.

Estudo da KPMG projeta safras futuras com preços mais atrativos para as usinas
Crédito da imagem: Raízen

Antes de mais nada, importante comentar que o setor sucroenergético terá pela frente ao menos duas safras de preços atrativos, relata a KPMG no relatório Tendências e Nova Realidade: 1 Ano de Covid-19.

O relatório demonstra levantamento que analisa os padrões de retomada dos 40 principais setores da economia brasileira após um ano do início da pandemia.

Em síntese, os especialistas listam uma série de avaliações para projetar o cenário positivo das usinas produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade.

Entretanto, é bem verdade que o setor já vivencia recuperação relevante da renda neste ano.

Dois exemplos:

  • Diante do aquecido mercado mundial de açúcar, 85% da produção do adoçante destinado à exportação foram fixados antes do começo da safra vigente, segundo a Archer Consulting.
  • Além disso, o valor do açúcar bruto caminhava, no começo de julho, para sua maior alta de quatro anos em meio a uma alta nos preços do petróleo e preocupações com o impacto da geada no Brasil (mais aqui).

Retornando ao relatório, ele atesta que o segmento de açúcar e etanol permaneceu no estágio “transformar para emergir”. Trata-se do mesmo patamar apontado na primeira edição da pesquisa, realizada em 2020. E o que isso significa?

Esse patamar destaca que as empresas do setor sucroenergético integram a lista das que irão se recuperar, mas ao longo de um caminho prolongado.

Confira projeções positivas da KPMG

Entre as estimativas positivas, os especialistas atestam que os mercados futuros de açúcar “têm gerado oportunidades de fixação de preços para as próximas duas safras em patamares atrativos para os produtores.”

Trata-se dos ciclos produtivos 2022-23 e 2023-24 que têm períodos distintos:

  • entre abril e dezembro nas usinas da região Centro-Sul;
  • entre agosto e fevereiro do próximo ano nas usinas das regiões Norte e Nordeste.

Relata a KPMG: os mercados futuros de açúcar têm gerado oportunidades de fixação de preços para as próximas duas safras em patamares acima de R$ 1,7 mil a tonelada.

Por sua vez, os preços do etanol ao longo de 2021 também devem se sustentar em patamares atrativos para os produtores. Nesse sentido, refletindo a oferta restrita e a competitividade de preços frente à gasolina, em um contexto de manutenção dos preços do petróleo em patamares elevados e de desvalorização cambial.

Agora as principais tendências para o setor de açúcar e etanol, conforme o relatório:

  • 1 – Ambiente favorável de preços e a disparidade econômico-financeira entre empresas favorecem as fusões e aquisições;
  • 2 – Tendência de diversificação de fontes de capital, por meio de operações estruturas de dívida e equity, deve continuar neste ano. Assim como novos agentes da cadeia de valor do açúcar e etanol devem buscar IPO (Oferta pública inicial);
  • 3 – Os preços de etanol ao longo prazo devem se sustentar em patamares atrativos para os produtores;
  • 4 – A expectativa é de recuperação do faturamento e da geração de caixa operacional das usinas produtoras de açúcar e de etanol. Além disso, com repercussões positivas esperadas nos níveis de alavancagem.