Estudo revela por que as empresas de energia precisam se apressar para as mudanças em curso
Crédito da imagem: Gerd Altmann (Pixabay)

As empresas de energia, petróleo e mineração atuantes no Brasil estão atentas com temas como digitalização, uso de novas tecnologias, intensificação do trânsito e do uso de dados, entre outros assuntos relevantes na era pós-pandemia.  

No entanto, apesar disso elas ainda podem aprofundar processos e procedimentos disruptivos. Ou seja: essas empresas precisam correr para se preparar para as mudanças em curso na economia global, como a adoção de tecnologias mais avançadas. 

É o que destaca a pesquisa Nos trilhos da jornada digital, produzida pela KPMG a partir de insights de executivos de mais de 50 empresas atuantes no setor de Energia e Recursos Naturais (ENR, na sigla em inglês).  

Divulgado neste mês de outubro, o trabalho apresenta resultados que Energia Que Fala Com Você apresenta a seguir. 

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Para 19% dos respondentes, a estratégia de Data & Analytics é fundamental para administrar os negócios. 

Estudo KPMG revela por que as empresas de energia precisam se apressar para as mudanças em curso

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Em 23% das empresas pesquisadas (um número ainda considerado baixo), os dados são capturados, integrados e armazenados com a finalidade de propiciar uma visão de 360 graus de clientes, concorrentes, do próprio setor e de outros setores.  

Estudo KPMG revela por que as empresas de energia precisam se apressar para as mudanças em curso

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Entre os entrevistados, 17% dizem inovar com soluções digitais, automatizando os processos de negócios e tecnologia, com o objetivo de se tornar mais eficazes nas respostas às necessidades dos clientes e partes interessadas. 

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Ao mesmo tempo, outros 17% deles aproveitam a automação e os dados para gerenciar proativamente a tecnologia.  

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Decisões baseadas em dados já são uma realidade em 17% das empresas dos segmentos pesquisados.  

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De acordo com a pesquisa, 21% dos respondentes usam técnicas avançadas de modelagem para permitir visões futuras, aprimorando a automação, a medição de desempenho e apoiando a tomada de decisão.  

 

Estes resultados demonstram que há um espaço enorme para que a indústria caminhe na direção da geração ‘4.0’.  

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A publicação mostra também que outros 23% dos respondentes afirmam dispor de um conjunto de soluções e pontos de contato tradicionais integrados, que dão suporte às necessidades dos clientes.  

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Além disso, 17% deles consideram que os líderes do setor atuam como defensores da estratégia corporativa.  

As avaliações da KPMG 

Para Anderson Dutra, sócio-líder do setor de energia e recursos naturais da KPMG, “cada vez mais, a coleta, o uso e a análise de dados serão fundamentais para entender os clientes, os produtos, os parceiros, ou seja, são essenciais ao delineamento de estratégias.” 

“Hoje, as companhias estão começando a valorizá-los a partir dessa perspectiva, mas ainda temos um caminho a trilhar”, diz.  

Clientes 

“Já sobre os clientes, embora os segmentos contemplados tenham pouca relação direta com o consumidor final, as empresas devem empenhar-se mais atentamente para temas como inovação e geração de valor”, atesta.  

“É preciso reconhecer a importância do foco no cliente, colocando-o no centro da estratégia, mas para tanto, é preciso entendê-lo, fazendo com que os dados sejam absolutamente cruciais ao negócio”, finaliza.