Entenda por que o leilão de transmissão de energia elétrica promete ser tão disputado

Programado para 17 de dezembro, certame prevê investimentos de R$ 2,7 bilhões

Entenda por que o leilão de transmissão de energia elétrica promete ser tão disputado
Crédito da imagem: Gordon Johnson from Pixabay

Empresas e profissionais do setor de energia elétrica tem uma data especial na agenda: 17 de dezembro. Neste dia a Bolsa paulista, a B3, sediará um dos mais esperados leilões do ano organizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).  

Trata-se do Leilão 2/2021, correspondente a 5 lotes de empreendimentos de transmissão de eletricidade em cinco estados: Amapá, Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.  

A importância desses estados no universo energético eleva o grau do leilão. Mas tem mais.  

Durante os 30 anos do prazo de concessão, os vencedores terão direito de construir e prestar manutenção de 902 quilômetros e implantar 750 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação de subestações.  

Para se ter ideia do peso dessa capacidade de transformação, os 750 MVA representam de uma só tacada 2% de toda capacidade de transformação realizada no Brasil até setembro de 2020 (leia mais aqui).  

Em tempo: por capacidade de transformação entenda-se o poder de ampliar a potência da subestação, peça prioritária no fornecimento de eletricidade.  

Diante disso, a Aneel estima que os investimentos decorrentes do leilão cheguem a R$ 2,7 bilhões. A estimativa é de geração de 6.179 empregos diretos.  

Leia também: 8 destaques – positivos e não – sobre o projeto regulatório do setor elétrico 

Audiência sobre o leilão reúne 14 participantes 

O entusiasmo em torno do leilão de 17 de dezembro também pode ser constatado pela participação de empresas e de entidades do setor em audiência pública realizada pela Aneel.  

Criada para colher subsídios para aprimorar a proposta do edital do leilão, a audiência, em sua primeira fase, realizada em junho, contou com 14 participantes.  

Entre eles estão instituições como o Operador Nacional do Sistema (ONS) e associações como a ABDIB (indústrias de base) e a ABRATE (transmissão).  

Os demais 11 participantes são todos de empresas, tais como Siemens, Furnas, Copel, Neoenergia e, entre outras, a ISA CTEEP. Leia aqui detalhes sobre essa fase da consulta.  

Das 11 empresas, a ISA CTEEP já veio a público informar que participará do leilão. E em entrevista ao ValorRui Chammas, CEO da empresa, relatou que o certame deverá “ser marcado por forte competição pelos ativos.”