BNDES injeta R$ 40 milhões para garantir empréstimos de eficiência energética

Programa é direcionado para a pequena e média empresa

BNDES injeta R$ 40 milhões para garantir empréstimos de eficiência energética
Crédito da imagem: Pexels/Pixabay

Buscar a eficiência energética entra no radar de qualquer empresa. Não importa o tamanho dela, fazer uso eficiente da eletricidade é uma regra a ser seguida à risca.  

Para quem obtém êxito na empreitada, os benefícios são vários.  

Em primeiro lugar, ao fazer uso eficiente da eletricidade consumida você ajuda o País em um ano de déficit hídrico – ou seja, colabora com a redução de consumo mediante uma oferta de eletricidade baseada em 70% em hidrelétricas. 

A lista de bons resultados vai longe, mas um que se destaca é a redução do valor da conta de luz. Isso porque se você diminui o consumo de energia, também pagará menos pelos kilowatts-hora (kWh).  

Mas não é fácil obter essa eficiência energética.  

E olha que há sistemas e aportes de programas oficiais para ajudar. É o caso do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado no distante 1985 pelo Ministério de Minas e Energia e gerido pela Eletrobrás.  

A partir de 2016, o Procel inclusive passou a contar com fonte de recursos. E, de lá para cá, além de técnicas e conhecimentos, também passou a financiar financeiramente as empresas.  

Leia também: Por que o leilão de transmissão de energia poderá ser tão disputado 

Procel estreia com R$ 40 milhões 

Nessa linha, o Programa será o primeiro a empregar linha de financiamento apresentada neste novembro pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  

Trata-se do Programa de Garantia a Crédito para Eficiência Energética (FGEnergia), cujo mote é prestar garantias à concessão de crédito indireto a projetos de eficiência energética. Leia mais aqui sobre ele.  

No caso, os recursos servirão para garantir empréstimos. Segundo o BNDES, a primeira captação será realizada com o Procel no valor de R$ 40 milhões.  

Em tempos de inflação alta e recuperação econômica, o anúncio oficial de liberação financeira para servir de garantia é uma boa notícia.  

E tem mais: o recém-lançado programa atenderá as pequenas e médias empresas.  

Mas como funcionará? 

Em síntese, trata-se de um mecanismo de garantias que prevê a cobertura de parte significativa do risco dos agentes financeiros com essas operações.  

Melhor dizendo: a concessão de garantia pelo BNDES poderá chegar a 80% do crédito total.  

Segundo relato oficial (leia aqui), essa concessão estará sujeita à validação de critérios técnicos do projeto relacionados à eficiência energética.  

Mais: pelas regras do FGEnergia, a fiança concedida pelo programa poderá cobrir até 80% do valor, que deverá ser de no máximo R$ 3 milhões por empresa. Por sua vez, os prazos de cobertura variam de 12 a 84 meses.  

Sendo assim, com o aporte de R$ 40 milhões, o BNDES estima que poderá garantir até R$ 330 milhões em financiamentos, já que cada R$ 1,00 pode garantir até R$ 8,00.  

E quando o programa entra em vigor? 

Segundo o BNDES, as garantias começarão a ser oferecidas a partir do início do ano.  

O Banco informa que disponibilizará uma página em seu site no qual será possível inserir os dados do projeto para saber se este está aderente ao FGEnergia. Também serão informadas as instituições financeiras que participarão do programa.  

Dados do Plano Decenal de Energia 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apontam que os ganhos de eficiência energética podem contribuir no atendimento de cerca de 7% do consumo final energético brasileiro observado em 2019.