Por que as emissões de certificados CRA pelas usinas deverão crescer também em 2022

Títulos avançam no setor sucroenergético como ferramenta financeira para investimentos

O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) avança como ferramenta de crédito no setor sucroenergético. 

Apenas em 2021, pelo menos 10 companhias produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade emitiram CRAs, denominados no setor de CRAs verdes. 

E em 2022? 

Energia Que Fala Com Você apurou que as emissões deverão seguir em alta também neste ano. 

Mas por que o CRA avança?

Antes de mais nada, é preciso destacar que estes certificados são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais. 

Nessas operações, as empresas cedem seus recebíveis para uma securitizadora, que emitirá os CRAs e os disponibilizará para negociação no mercado de capitais, geralmente com uma instituição financeira. 

Daí essa securitizadora irá pagar a empresa pelos recebíveis cedidos. 

E, assim, a empresa conseguirá antecipar o recebimento de seus recebíveis. 

Tem aí um atrativo extra: assim como os títulos de renda fixa, os CRAs são isentos de imposto de renda para pessoa física. 

Quer saber mais? A B3 (bolsa de São Paulo) detalha sobre esses títulos. Só clicar aqui.

Diante tais características, somadas à agilidade em sua operacionalização, os CRAs tendem, sim, a seguirem com as emissões em alta também em 2022. 

Energia Que Fala Com Você apresenta, a seguir, algumas das companhias sucroenergéticas emissoras de CRAs durante 2021. 

Grupo JB: atuante no setor em Pernambuco e Espírito Santo, emitiu seu primeiro CRA no valor de R$ 130 milhões. Os recursos, segundo a empresa, serão para renovação de canaviais e no aumento da capacidade de produção de CO2 puro “verde” a partir de subprodutos da cana.

Usina São Manoel: localizada no município de São Manuel (SP), a empresa captou R$ 100 milhões em CRA ‘verde’. Objetivo dos recursos: renovação de canavial para a produção de etanol. 

Usina Dacalda: com unidade em Jacarezinho (PR), captou R$ 40 milhões. Conforme a empresa relatou ao JornalCana, os recursos são importante reforço para o fluxo de caixa. 

Usina Rio Amambaí: controladora de unidade produtora em Naviraí (MS), a empresa emitiu CRA verde no valor de R$ 60 milhões.